Em paralelo ao movimento em direção aos negócios do pré-sal brasileiro, a Mendes Júnior está voltando aos negócios internacionais e se estruturando para disputar contratos de parcerias público-privadas.
Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente de Mercados da empreiteira, diz que são segmentos de negócios que a empresa busca fortalecer para tentar equilibrar sua atuação em algumas áreas, e não depender tanto do mercado de petróleo e gás.
A Mendes Júnior foi responsável por obras de rodovias, ferrovias, hidrelétricas no Iraque, China, Mauritânia e Chile, entre outros países. Mas desde 2000 praticamente deixou de operar no exterior. Recentemente, os contatos com governos estrangeiros voltaram. “Já temos alguns projetos em fase final de ajustes para a contratação na Venezuela, Colômbia e Angola.”
Todos esses projetos são para obras de infraestrutura e industriais e surgiram após convites de governos e empresas, segundo o executivo da Mendes Júnior.
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A companhia mineira já teve forte atuação no exterior, principalmente nos anos 80, quando participou de projetos no Iraque. Em função desse trabalho, a empresa tem um processo contra o Banco do Brasil alegando não ter recebido parte dos recursos a que tinha direito. Além dessa ação contra o BB, a empresa tem uma ação bilionária contra a Chesf, que inclui correção monetária sobre pagamentos atrasados referentes a um contrato firmado em 1981.
Outro negócio que a Mendes Júnior pretende entrar é o das parcerias público privadas (PPP). A avaliação da empresa é que esse será um segmento com muitas oportunidades nos próximos anos – tanto por iniciativa do governo federal em buscar parceiros privados quanto de governos estaduais.
A Mendes Júnior chegou a participar do consórcio CCR, que administra a concessão de rodovias em São Paulo e uma linha do metrô paulista, entre outros negócios, mas deixou a sociedade e não mais se envolveu em concessões. Agora, tenta uma reinvestida. “Estamos nos preparando para formar ou integrar consórcios que poderão disputar concessões de rodovias, pontes, aeroportos e ferrovias.” A ideia inicial não é construir, mas administrar esses ativos como concessionários.
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