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Trensurb e MPE concluem manutenção de TUEs

A Trensurb possui 25 trens unidades elétricos (TUE’s), série 100, em revezamento na operação – hoje, nos horários de pico, 22 TUE’s circulam no sistema. As composições utilizadas no metrô são revisadas periodicamente pelas prestadoras de serviço Strutural e MPE, de forma integrada aos setores responsáveis da empresa metroviária. Desde 2008, os contratos entre Trensurb e as prestadoras preveem a manutenção de engenharia completa, revisão preventiva e checagem diária dos trens, o que inclui substituição de equipamentos e componentes, com fornecimento de materiais e ferramentas.


Existem três etapas de manutenção nos trens e as duas empresas contratadas são responsáveis por elas: a Strutural realiza checagens diárias nos veículos e a manutenção leve – preventiva; já a pesada – completa -, fica por conta da MPE. Caso o trem não apresente problemas excepcionais, entrará em uma dessas duas últimas categorias a partir da quilometragem rodada na via – preventiva a cada 5 mil, 15 mil e 33 mil quilômetros e pesada em intervalos de aproximadamente cinco anos, com uma média de 600 mil quilômetros de operação. Faltando cerca de três meses para o término do contrato com a MPE, foi concluída nesta terça-feira, 26, a revisão profunda de toda a frota, de modo que o objetivo primário do contrato está cumprido.


Nestes últimos meses restantes de parceria, a empresa MPE se concentrará, também, na manutenção preventiva dos trens.


O engenheiro da MPE, Alisson Dal Bosco, ressalta que a manutenção foi realizada de forma precisa e englobou, inclusive, atualizações tecnológicas para aumentar a eficiência na operação dos trens como, por exemplo, a modernização do sistema de frenagem das composições, concluída em dezembro de 2011.  Freios microprocessados – que se comportam de maneira semelhante ao freio ABS dos automóveis – foram colocados no lugar dos antigos eletropneumáticos, o que reduziu o tempo de frenagem dos trens, de modo a diminuir também, o desgaste de rodas e outros componentes.

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Ao todo, são mais de 70 profissionais envolvidos no processo de manutenção, entre empregados do metrô e das prestadoras de serviço. Para tanto, a Trensurb conta com três oficinas especializadas para checagem de equipamentos e componentes. André Godoy Rainys, coordenador do Setor de Oficina da Trensurb, explica que a cada ano o indicador de quilometragem média entre falhas (MKBF, na sigla em inglês) aumenta – ou seja, os trens rodam por mais tempo sem apresentar problemas técnicos. Em 2011, por exemplo foi registrado um MKBF de 3.494 quilômetros. Já em 2012 o número aumentou para 4.704 quilômetros. No caso de falhas, a equipe de manutenção corretiva da Trensurb atua com mão de obra própria, providenciando reboque do veículo quando necessário.

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Fonte: Trensurb

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