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Abaixo-assinado quer trajeto original para Ferrofrango

Um abaixo-assinado defendendo o traçado original da Ferrovia da Integração (ou do Frango) — ligando Dionísio Cerqueira ao Porto de Itajaí — está sendo capitaneado pela Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi). A ação tem o apoio de 12 das 21 associações municipais de SC.


Iniciado em 16 de abril, o documento possui 16 mil assinaturas. A meta é chegar a 100 mil. Para conseguir apoio à proposta e atingir o objetivo proposto, as associações estão realizando ações nos municípios filiados.


A iniciativa não foge do traçado sugerido no lançamento do edital para o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), lançado no último dia 10, em Chapecó. De acordo com o secretário executivo da Amavi, Agostinho Sehnem, o objetivo é evitar que surjam propostas de traçados que saiam da linha de municípios sugerida originalmente.


— Queremos reforçar o Vale do Itajaí neste cenário — explicou.

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A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) apoia o traçado da Ferrovia da Integração passando pelo Vale do Itajaí. O presidente da entidade e prefeito de Gaspar, Celso Zuchi, argumenta que o traçado é o melhor por possibilitar o transporte de cargas do Oeste e também porque serve para o transporte de passageiros da região.


— A ferrovia vai beneficiar o potencial turístico do Vale do Itajaí — opina.


Lideranças defendem mudanças no traçado


Há algumas iniciativas para mudança de traçado. O deputado estadual Moacir Sopelsa, por exemplo, fez uma indicação na Assembleia Legislativa defendendo um traçado passando por Chapecó, Seara, Concórdia, Piratuba e Capinzal, passando por Herval d’Oeste.


Atualmente o processo da Ferrovia da Integração está na fase de recebimento de propostas para o EVTEA. O vencedor deve ser anunciado no dia 26 de junho.


O edital prevê que logo após o EVTEA será contratado o levantamento aerofotogramétrico e, na sequência, o projeto básico. O prazo é de 22 meses com custo para esta fase de R$ 69 milhões. A obra em si deve ser concluída até 2019, com custo de R$ 4 bilhões.


Argumentos da proposta


As razões de quem defende o traçado original:


— O parque industrial de SC — composto de grandes, médias e pequenas indústrias — tem uma produção que é escoada a outras regiões do Estado, do país e ao exterior, além da necessidade de receber importantes insumos;


— Oferecer competitividade ao setor produtivo por meio da redução dos custos da importação de insumos e no escoamento da produção;


— Oferecer à população do Vale, Oeste, Meio-Oeste e Planalto uma opção de transporte mais econômica e segura;


— Conectar a ferrovia aos portos de Navegantes e Itajaí — otimizando os investimentos feitos —, como também ao aeroporto de Navegantes, Chapecó e o futuro aeroporto de Correia Pinto;


— Ligar Santa Catarina à rede ferroviária nacional, bem como aos gasodutos da SCGás e da Petrobras.


Quem apoia o documento:


— Municípios das regiões do Vale do Itajaí, Oeste, Meio-Oeste e Planalto de Santa Catarina.


— Também há 15 outras entidades, entre associações comerciais, universidades e clubes de serviço.

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Fonte: Diário Catarinense

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