A CCR elegeu os setores de aeroportos e rodovias como foco
de sua expansão internacional. “Temos experiência nesses dois segmentos
bastante consolidada”, disse Leonardo Vianna, diretor de novos negócios,
sobre os planos futuros do grupo, durante o evento CCR Day, voltado a analistas
de mercado, realizado na sexta-feira.
“Nosso horizonte está nas Américas e vamos ter uma
abordagem um pouco diferente para cada país, dependendo das
características”, disse Ricardo Bisordi, diretor de negócios da companhia.
Em rodovias a CCR não tem ativos fora do Brasil e vê com
potencial de atração países como Colômbia e Peru. Já em aeroportos o grupo
criou uma rede regional em pouco tempo. Opera aeroportos na Costa Rica, Curaçao
e Equador, além de ter adquirido uma empresa de prestação de serviços de apoio
aéreo nos Estados Unidos, a TAS.
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Um dos focos da CCR é ampliar sua atuação nos Estados
Unidos, onde não existe um “player” local aeroportuário com
relevância global – o que é bom para os estrangeiros interessados em entrar
naquele mercado. A CCR mapeou 25 oportunidades no país. “Estamos confiantes
de que vamos conseguir desenvolver oportunidades”, disse Bisordi.
Questionado sobre como uma empresa brasileira pode competir
lá fora, dado o alto custo de capital, Bisordi ponderou que o setor de
infraestrutura, principalmente nos Estados Unidos, tem um mercado de dívida
muito desenvolvido e que lá de fato acontece o project finance – estruturação
financeira em que o fluxo de caixa do negócio paga o financiamento do
empreendimento.
Se o projeto é bom, ponderou o executivo, pode-se ter o
mesmo acesso que qualquer outro player. “E como a alavancagem lá é mais
alta que a do padrão brasileiro, não enxergamos nenhum tipo de dificuldades de
competir”, disse. A ideia é fazer eventuais investimentos com parceiros
locais, mas a empresa considera que dificilmente algo deve sair antes de dois
anos.
Na quinta-feira, o conselho de administração da CCR aprovou
proposta para elevação do limite de capital autorizado da empresa em até 100
milhões de ações com o intuito de viabilizar necessidade de recursos futuros. A
proposta será avaliada pela assembleia de acionistas no dia 29 e prevê o
aumento do limite de ações de 1,92 bilhão de ações para até 2,02 bilhões de
ações. “É uma flexibilidade que a companhia quer ter”, disse Arthur
Piotto, diretor de relações com investidores.
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