A CSN teve prejuízo líquido de R$ 100 milhões no terceiro
trimestre deste ano, uma redução de 81% em relação ao mesmo período de 2015 em
que a cifra foi de R$ 533 milhões. Porém, ante o segundo trimestre, quando o
resultado havia sido negativo em R$ 43 milhões, houve aumento do prejuízo em
131%.
O prejuízo líquido reportado no terceiro trimestre veio 56%
menor do que a expectativa de quatro instituições financeiras consultadas pelo
Broadcast (BTG Pactual, Citi, Itaú BBA e Morgan Stanley), que apontava para uma
perda de R$ 228 milhões.
No intervalo de julho a setembro a CSN apurou Ebitda (lucro
antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no critério ajustado de R$
1,239 bilhão, o que representa aumento de 45%, com margem Ebitda ajustada de
26,2%, acima dos 19,9% do terceiro trimestre de 2015 e do indicador de 18,7% do
segundo trimestre de 2016.
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A receita líquida cresceu 12% para R$ 4,437 bilhões na
comparação com o mesmo intervalo do ano passado e 2% ante o trimestre
imediatamente anterior, o que a companhia atribui ao desempenho do segmento de
mineração.
O investimento da empresa foi de R$ 382 milhões no terceiro
trimestre, o que representa uma queda de 52% em relação ao mesmo período de
2015. De acordo com a empresa, R$ 157 milhões foram investidos na unidade de
cimentos, R$ 133 milhões em siderurgia, R$ 56 milhões em mineração e R$ 36
milhões em logística.
Vendas. A CSN informou que as vendas de aço totalizaram
1,172 milhão de toneladas no terceiro trimestre de 2016, alta de 2% em relação
ao mesmo período do ano passado.De acordo com a companhia, do total vendido no
período 62% foi comercializado no mercado interno, 34% para as subsidiárias no
exterior e 4% para exportação.
No que se refere ao montante vendido dentro do Brasil, a
siderúrgica explica que foram 730 mil toneladas comercializadas, sendo 682 mil
toneladas de aços planos e 49 mil toneladas de aços longos.
Já as vendas de minério de ferro somaram 10,230 milhões de
toneladas entre julho e setembro, crescimento de 35% ante o terceiro trimestre
de 2015. Deste montante, 89% foi destinado à exportação e os 11% restantes, ao
mercado interno. Segundo a CSN, o volume de venda de minério de ferro inclui
100% de participação na Namisa até novembro de 2015 e 100% de participação na
Congonhas Minérios a partir de dezembro.
No terceiro trimestre de 2016, o mercado transoceânico
de minério de ferro manteve-se influenciado pelos bons fundamentos do segmento
siderúrgico na China. As políticas de estímulo à economia adotadas no início do
ano continuaram exercendo efeito sobre o mercado imobiliário e sobre os
investimentos em obras de infraestrutura, que foram os principais drivers do
consumo de aço no país. Por sua vez, a desmobilização de altos fornos
ultrapassados reduziu a base de oferta, conferindo maior poder de preço às
usinas remanescentes, disse a CSN.
O Custo de Produtos Vendidos (CPV) da siderurgia atingiu R$
2,3 bilhões, aumento de 4% em relação ao terceiro trimestre de 2015.
Endividamento. A dívida líquida ajustada teve alta de 10%
sobre o terceiro trimestre de 2015 mas se manteve estável ante o segundo
trimestre deste ano, totalizando R$ 25,842 bilhões. A alavancagem passou para
7,4x a relação dívida líquida sobre Ebitda – maior que a de 6,6x um ano atrás e
menor que a de 8,3x do segundo trimestre.
A disponibilidade de caixa ficou em R$ 5,663 bilhões,
aumento de 54% em relação ao terceiro trimestre do ano passado e estável em
comparação ao segundo trimestre. Tanto a dívida líquida ajustada quanto o caixa
ajustado consideram 33,27% da participação na MRS, 60% na Namisa e 50% na CBSI
até novembro de 2015. A partir de dezembro de 2015 passaram a considerar 100%
da Congonhas Minérios, 37,27% da MRS e 50% da CBSI.
Além disso, a CSN afirma que a exposição cambial no balanço
consolidado de 30 de setembro de 2016 foi de US$ 1,826 bilhão. Devemos
destacar que dentro da exposição cambial líquida, está incluído um passivo de
US$ 1 bilhão, na linha de Empréstimos e Financiamentos referente ao Bond
Perpétuo, que considerando sua característica, não exigirá desembolso para
liquidação do principal em futuro previsível, afirmou a empresa.
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