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Investimentos no Porto de Paranaguá permitem atracação de navios de maior porte

De diferentes cores, tamanhos e bandeiras, os navios de
carga que chegam ao Porto de Paranaguá impressionam pela diversidade de
produtos que carregam e pela capacidade de armazenamento. Investimentos de R$
624 milhões feitos desde 2011 pela Administração dos Portos de Paranaguá e
Antonina (Appa) não apenas atraem mais importadores e exportadores, mas também
permitem receber embarcações cada vez maiores e mais potentes.

O diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, conta
que os resultados dos investimentos em infraestrutura são avaliados por meio de
indicadores referentes ao aumento de produtividade e recordes, satisfação dos
clientes e aumento de capacidade de recebimento, armazenamento e movimentação
de cargas.

“Terminamos o primeiro semestre de 2017 com duas importantes
marcas para o Porto de Paranaguá – o aumento no número de navios atracados no
período, se comparado com o mesmo período do ano passado, e a passagem da maior
embarcação de transporte de contêineres de toda a sua história”, disse
Dividino.

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Nos seis primeiros meses deste ano, 1.154 navios atracaram
no local, enquanto em 2016 esse número foi de 1.125 no mesmo período. Entre os
veículos de carga que passaram pelo Porto, está o navio Hyunday Loyalty, de
Cingapura, que tem quase 340 metros de comprimento, com capacidade para transportar
até 8,6 mil contêineres de cargas variadas. Este é o maior já atracado na costa
brasileira e chegou ao Porto em 17 de abril 2017, seguindo depois para o
Uruguai.

“É a crescente procura pelos serviços dos portos do Paraná o
que indica que estamos no caminho certo. Com as melhorias em toda a
infraestrutura, a agilidade na prestação de serviços e as obras de dragagem, o
Porto de Paranaguá se tornou referência nacional nos serviços de importação e
exportação, permitindo que cargas e navios cada vez mais diversificados passem
por aqui”, reforça Dividino.

 

VARIEDADE DE CARGAS

 

O Porto de Paranaguá é preparado para receber navios que
movimentam diferentes tipos de cargas. Existem 20 berços de atracação e um
dolphing – estrutura de concreto para atracação de navios RO-RO, usados para o
transporte de veículos – em todo o cais público, que mede 4.232 metros.

No porto há berços específicos para descarga de
fertilizantes, de carros, de líquidos, de cargas gerais, contêineres e para o
carregamento de soja, farelo, milho, açúcar, celulose e, ainda, para
carregamento de contêineres, cargas gerais e líquidos.

Para o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa
Filho, pensar nas condições dos portos do Paraná representa a preocupação com o
desenvolvimento de diferentes segmentos. “Todos têm a ganhar com os
investimentos que têm sido aplicados, já que o crescimento da atividade
portuária representa impactos positivos na economia do Estado e do País”, diz.

 

DE ONDE VÊM

 

A maior parte dos navios que atracam em Paranaguá possuem
bandeira do Panamá. As bandeiras dos navios são determinadas pelo chamado
registro de propriedade, mas isso não quer dizer que o navio foi fabricado
naquele País ou que a sua tripulação deverá ter a mesma origem. Somente neste
ano, 191 navios registrados no Panamá passaram pelo Porto.

Em segundo lugar, está a bandeira da Libéria, País da África
Ocidental. Em 2017 ela estava presente em 178 navios que passaram por
Paranaguá. A maioria dos que chegaram ao Paraná neste ano já haviam passado por
outro porto do Brasil, mas vieram de outros países, como Estados Unidos (76),
Singapura (68), Argentina (59) e Índia (47).

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