Ministério
Público de São Paulo denunciou o ex-diretor do Metrô Sérgio Brasil por
corrupção e lavagem de dinheiro. Delações de dois executivos da Camargo Corrêa
apontam que ele recebeu R$ 2,5 milhões em propina para fraudar a licitação das
obras da Linha 5-Lilás do Metrô, em 2010.
Os repasses
ilícitos, segundo os delatores, favoreceram um cartel formado pelas cinco
maiores empreiteiras do país. A Linha Lilás começou a ser construída em 1998 e
ainda não foi completamente inaugurada.
A denúncia
foi protocolada pelo promotor Marcelo Mendroni. Sérgio Brasil também foi citado
na Lava Jato e tinha alguns apelidos, como “encostado” e “brasileiro”.
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O G1 entrou
em contato com o Metrô e aguarda posicionamento.
Réus
Em abril, a
Justiça de São Paulo tornou réus o atual presidente do Metrô e cinco
ex-presidentes, entre eles o secretário de Transportes Metropolitanos do
estado, Clodoaldo Pelissioni, por improbidade administrativa pela compra de 26
trens por R$ 615 milhões que ficaram sem uso porque a linha 5-Lilás não estava
pronta. O contrato da compra foi assinado no governo de Geraldo Alckmin (PSDB).
Além dos
nove réus, o Metrô também terá que responder na Justiça.
Na decisão,
o juiz Adriano Marcos Laroca afirma que “segundo informações técnicas
constantes dos autos, o teste definitivo do trem só poderia ser realizado na
própria linha e, mesmo estando os trens parados sem uso em diversos locais, há
mais ou menos quatro anos, além de outros desgastes do produto adquirido, e
também o serviço de assistência técnica que pode ter sido afetado, exigindo
nova contratação”.
Em 2010, o
governo de São Paulo determinou paralisação das obras da linha onde os trens
seriam usados por causa das denúncias de irregularidades no processo de
licitação. Recentemente, os responsáveis pelas obras foram condenados.
Mesmo com as
obras paradas, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) comprou os trens em 2011. Na
ação, que agora foi aceita, o promotor Marcelo Millani afirmou que “os
trens estão abandonados e foram vandalizados”. A denúncia foi antecipada
pelo Jornal Hoje em 2016.
A
investigação apontou ainda que os trens novos têm bitolas (distância entre os
trilhos) diferentes da usada na linha, informação que o Metrô nega. Na decisão
judicial, o juiz diz que agora essa questão poderá ser esclarecida.
A Linha-5
Lilás liga o extremo sul de São Paulo a região central. A obra foi prometida
para 2014 e teve a estação Moema inaugurada em abril, na última semana de
Geraldo Alckmin no cargo de governador.
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