Valor Econômico – Com foco nos setores automotivo e industrial, o grupo siderúrgico ArcelorMittal anunciou ontem que ampliou seus pacote de investimento no país em R$ 144 milhões, totalizando R$ 7,8 bilhões. A empresa vem fazendo anúncios desde o início do ano passado de novos projetos.
O montante informado ontem contempla a unidade de produção de aços de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. Essa fábrica é centenária, tendo entrado em operação em 1917, dando origem à Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira. Ela foi adquirida na década de 1990 pela então Arcelor, que se fundiu ao grupo Mittal em 2006.
Segundo comunicado da ArcelorMittal, os R$ 144 milhões têm por objetivo elevar a capacidade de produção da unidade fabril de Sabará em 35%. A empresa busca oferecer “soluções de alto valor agregado para os setores automotivo e da indústria”.
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Os recursos serão destinados principalmente para aquisição de dois novos equipamentos automatizados para a área de trefilação. O segmento de mercado que visa será o de molas, amortecedores, parafusos, fixadores e outros produtos da indústria.
“O investimento reforça nossa posição no mercado brasileiro e incrementa a competitividade da empresa nos setores automotivo e da indústria. Nove dos dez veículos mais vendidos no Brasil utilizam aço produzido na unidade de Sabará”, disse Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO Aços Longos e Mineração LATAM do grupo.
Os novos produtos, no caso do setor automotivo, serão aplicados tanto em carros populares como nos SUVs (Sport Utility Vehicle), informou a empresa.
De Paula destacou que o aumento do mix de produtos e de soluções vai acompanhar o crescimento dos mercados automotivos, de ferramentas e ferroviário, intensificando a participação da empresa. A produção será voltada prioritariamente para o mercado interno. A conclusão do investimento está prevista para 2024.
A subsidiária brasileira informa que, com o novo aporte, o total alocado no país é de R$ 7,8 bilhões. Desse valor, a maior parte – em torno de R$ 4,5 bilhões -, é destinada a expansões em suas operações no Estado de Minas Gerais – Monlevade, Serra Azul (mineração de ferro) e Sabará.
Para Monlevade estão previstos R$ 2,5 bilhões para instalar mais uma linha de sinterização de minério, um novo alto-forno e a duplicação da aciaria. A capacidade de produção de aço crescerá em mais de 1 milhão de toneladas ao ano. Em Serra Azul, o valor atinge R$ 1,8 bilhão para implantar nova instalação de beneficiamento de minério, de 4,5 milhões de toneladas por ano, além de nova frota de equipamentos para a mina.
Em Santa Catarina, o investimento ampliar a unidade de laminação de aços a frio e galvanizado de Vega, em São Francisco do Sul. Na siderúrgica de Barra Mansa (RJ), o projeto é de modernização, enobrecimento de portfólio e aumento de capacidade.
A ArcelorMittal é a maior fabricante de aço bruto no Brasil, produzindo aços longos e planos. A seguir vem a Gerdau, sua maior concorrente em aços longos para construção e indústrias. Outros concorrentes nesse segmento são a mexicana Simec, AVB e Sinobrás. Em aços planos laminados concorre com Usiminas e CSN e no mercado de placas, com Ternium e CSP.
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