Obras da Rumo na Norte-Sul estão paradas desde abril

Norte Sul
Em trecho da Norte-Sul próximo a Palmeiras de Goiás não há mais operários trabalhando. Fotos: Canal HDrones

As obras da Rumo entre Ouro Verde de Goiás e Rio Verde (GO), da Ferrovia Norte-Sul, estão paradas desde abril. O trecho de cerca de 280 km é o último a ser finalizado pela concessionária, que arrematou, em 2019, o Tramo Centro-Sul da ferrovia, de 1.537 km, entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP). Pelo contrato de concessão, as obras deveriam estar concluídas até julho deste ano.  

Até então responsável pelos trabalhos de infraestrutura e superestrutura da via, o consórcio SCNE (Sacyr, Neopul e ETC) não está mais presente nos canteiros de obra, dizem fontes que percorreram o trecho em junho. Não há sinal de operários trabalhando na via. Os dormentes e trilhos estão à margem da faixa de domínio. O avanço das obras no trecho não é contínuo. Há trilhos colocados entre Santa Helena (próximo a Rio Verde) e Palmeiras de Goiás. Subindo de Palmeiras de Goiás até Ouro Verde alterna-se entre lotes apenas com terraplanagem e outros com superestrutura. Há pontos na via com bolsões de água, por falta de drenagem.   

O consórcio SCNE foi contratado pela Rumo em 2019. Comenta-se no setor que o preço fechado com a empreiteira foi bem inferior ao comumente praticado no mercado. No ano passado, as obras também foram paralisadas devido a divergências entre Sacyr e Rumo. A concessionária chegou a fazer cotação de preços com outras empreiteiras para substituir o consórcio. No entanto, no fim de 2021, as duas partes entraram em acordo e as obras foram retomadas, mas em ritmo lento em função do período de chuvas. Em abril, houve outra paralisação, que permanece até o momento. 

Em nota, a concessionária informa “que as obras da Ferrovia Norte-Sul (Malha Central) entre Rio Verde (GO) e Ouro Verde de Goiás (GO) serão retomadas em agosto. Atualmente, a empresa negocia a contratação de novos fornecedores. Os serviços foram paralisados em função do distrato com o Consórcio SCNE (Sacyr Neopul ETC), que descumpriu obrigações contratuais”.



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