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Planos na ferrovia

Vagões da Randon produzidos para o contrato entre VLI e LD Celulose
Vagões da Randon produzidos para o contrato entre VLI e LD Celulose - Divulgação/VLI

Com expectativas de aumento de produção, gigantes do setor de celulose apresentam pedidos de autorização e investem em material rodante

Desde que a Medida Provisória 1.065/21 foi editada em setembro do ano passado, abrindo a possibilidade de pedidos de autorização para a construção de novas ferrovias privadas, chama atenção a quantidade de solicitações vinda de gigantes do setor de celulose. Suzano Papel e Celulose, Eldorado Brasil Celulose e Bracell Celulose foram as empresas que apresentaram planos até agora de construir linhas próprias para melhorarem a logística e a competitividade de seus produtos.

Embora esses projetos ainda estejam no campo das intenções, o fato reforça que o transporte por ferrovia está no centro das estratégias das empresas do segmento. O motivo é simples: a perspectiva de aumento da produção de celulose por meio de investimentos bilionários em novas plantas modernas e mais competitivas. A construção de ferrovias privadas, portanto, seria um plus num cenário em que as companhias já investem alto no setor ferroviário, em parceria com as concessionárias de carga.

O aumento do transporte de celulose por ferrovia é medido pelos dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT): entre 2020 e 2021, o crescimento foi de 11,61%, chegando no ano passado a quase 9 milhões de toneladas úteis. Tudo indica que esse ano também será de alta na movimentação: só no primeiro semestre já foram transportadas 5 milhões de toneladas de celulose pelos trilhos.

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