Volume financeiro mais que dobra no segmento de transporte

Valor Econômico – O número de cooperativas de transporte no país caiu de 1.093, em 2019, para 886 em 2022, conforme o último levantamento do anuário Coop. Movimento normal, segundo o analista técnico e institucional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tiago Barros de Freitas; algumas deixaram de existir, enquanto outras foram fortalecidas. Os dados corroboram. O volume financeiro delas mais do que dobrou no período, para R$ 9,6 bilhões.

Para Freitas, o importante é o eficiência e gestão para atrair profissionais. “As cooperativas precisam estar preparadas para oferecer mais competitividade e segurança, por isso que são cada vez mais profissionalizadas”, diz. Não há espaço, afirma, para as que não se atualizam, citando o boom do e-commerce na pandemia. “Muitas não estavam preparadas, já outras se adaptaram muito rápido e estão 100% focadas nesse segmento”.

Esse meio de organização, segundo a OCB, oferece mais segurança, amplia a competitividade e reduz o custo operacional. “O óleo diesel pode ser de 50% até 70% do custo do transportador, sem contar pneus, seguros”, completa Freitas, citando ainda benefícios ao cooperado como gestão de fretes, contabilidade concentrada, manutenção e certidões para produtos perigosos, entre outros.

A maior parte das organizações de transporte de cargas está nas regiões Sul e Sudeste, diante do maior aquecimento da economia nesses locais. Mas há um avanço para os cinturões do agronegócio, diz o presidente da Korsa Riscos e Seguros, James Theodoro. As cooperativas de transporte de passageiros estão mais distribuídas, com grande participação também na região Nordeste, devido àquelas que operam com turismo.

Elias Assencio, presidente da Coorptrans – cargas leves, entregas e fretamento -, aponta aumento no número de cooperados após a pandemia. “De menos de 100, aumentamos para 200 cooperados”, afirma, ressaltando a melhora diante do e-commerce e do aprimoramento tecnológico.

A Cooperlíquidos (transportes de produtos químicos) também vive aumento no número de cooperados, veículos, clientes e faturamento, segundo a presidente, Etiane Clavijo. “Nossa expectativa é um crescimento ainda maior por conta dos investimentos em ESG, que contribuem para nosso processo de maturação para termos todos os requisitos de atendimento a novos clientes qualificados”.

A Coopmetro, de carga projeta crescer 10% ao ano no número de cooperados – são 5 mil hoje – pelos próximos cinco anos. “A estabilidade e os benefícios oferecidos pelas cooperativas continuam sendo atraentes”, diz o diretor Evaldo Moreira de Matos.

Fonte: https://valor.globo.com/publicacoes/especiais/cooperativismo/noticia/2024/07/05/volume-financeiro-mais-que-dobra-no-segmento-de-transporte.ghtml

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