Valor Econômico – Os investimentos em infraestrutura de transportes previstos para Minas Gerais nos próximos sete anos são de aproximadamente R$ 100 bilhões, entre recursos públicos e privados. Os dados fazem parte de um levantamento da Federação das Indústrias do Estado (Fiemg) em parceria com o governo mineiro. Até 2056, a estimativa é que os investimentos somem R$ 513 bilhões.
Dos R$ 100 bilhões previstos até 2032, R$ 43 bilhões já estão contratados e o restante será aportado em parceiras público-privadas e leilões de concessão nos próximos anos.
Emir Cadar Filho, vice-presidente executivo e presidente do conselho de infraestrutura da Fiemg, observa que além desses R$ 100 bilhões em investimentos começam a entrar no Estado recursos do Novo Acordo do Rio Doce, para reparação pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). O dinheiro, liberado em 20 anos, vem da Samarco e suas sócias Vale e BHP. Os recursos irão para várias obras, e estima-se que os investimentos criem 729 mil empregos diretos e indiretos no Estado nos próximos sete anos.
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O secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno de Souza, diz que em 2025 devem ser investidos R$ 4 bilhões em projetos de concessão e obras de recuperação e melhoria rodoviária. “Os investimentos previstos para os próximos anos são concentrados majoritariamente no modal rodoviário”, diz.
O governo de Minas pretendia realizar seis leilões de trechos de rodovias estaduais e federais neste ano, mas por ora só um foi concluído: o de concessão da BR-040, no trecho de Juiz de Fora ao Rio de Janeiro, com 218,9 quilômetros. Realizado em abril, foi vencido pelo Consórcio Nova Estrada Real, formado por Construcap, Olha e Copasa Group. O investimento é de R$ 8,9 bilhões.
O governo mineiro corre contra o tempo e tenta realizar os outros leilões até junho de 2026, para deixar como legado da gestão de Romeu Zema (Novo). O leilão mais próximo, marcado para 18 de setembro, é do lote Ouro Preto-Mariana, que engloba 187,3 quilômetros das rodovias BR-356, MG-262 e MG-329. Envolve investimento de R$ 5 bilhões.
A concessão receberá até R$ 2 bilhões do Estado, recurso do Novo Acordo do Rio Doce. O secretário diz que o governo ainda finaliza o modelo da concessão de 22 rodovias do lote Zona da Mata, com investimento estimado em R$ 8,6 bilhões.
No caso do lote Vetor Norte, que envolve a privatização da MG-10, da MG-424 e da LMG-800, o governo busca conciliação com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) para avançar no projeto. O leilão está suspenso desde abril por decisão do TCE-MG, que identificou irregularidades no edital. O leilão do trecho Noroeste, que envolve 775,9 quilômetros de quatro rodovias e é orçado em R$ 5,4 bilhões, e o do trecho Quadrilátero, com 500 quilômetros de trechos de 15 rodovias, com investimento previsto de R$ 6,3 bilhões, ainda não têm data fechada.
As obras do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte, que têm previsão de início neste segundo semestre, ainda aguardam o licenciamento ambiental. A primeira fase de construção inclui as alças oeste e norte, com 70 quilômetros de extensão. O investimento é de R$ 5 bilhões, sendo R$ 3 bilhões do acordo de reparação pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), e o restante da concessionária.
Já as obras de expansão do metrô de Belo Horizonte devem ter entrega antecipada das duas primeiras estações da Linha 2, de 2028 para o segundo semestre de 2026.
Além desses investimentos em andamento, o governo mapeou 4.582 obras necessárias no Estado, somando R$ 513 bilhões em investimentos. O cenário estimulou a realização no Estado da primeira edição da InfraBusiness Expo, feira e congresso de infraestrutura, que será realizada em Belo Horizonte entre os dias 12 e 14 de agosto.
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