Valor Econômico – O projeto de renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), da VLI, teve aprovação do governo federal e seguiu para análise técnica da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), segundo fontes. A proposta ainda terá que ser submetida ao Tribunal de Contas da União (TCU). A empresa tem como acionistas a Brookfield (36,5% das ações), a Vale (com 29,6%), o FI-FGTS (15,9%), a Mitsui (10%) e o BNDESPar (8%).
Hoje, a percepção é que a extensão do contrato por mais 30 anos está mais perto de se concretizar, porém o prazo curto para concluir o processo ainda é visto como um problema. A concessão atual venceria em agosto de 2026.
Segundo fontes, a proposta aprovada pelo governo federal inclui a permanência da rota entre Minas Gerais e Bahia na concessão. Haverá previsão de investimentos na malha, mas uma parte deles dependerá do atingimento de gatilhos.
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Esse trecho vinha sendo considerado sensível para a aprovação da renovação antecipada. A solução para a malha era uma demanda principalmente do governo da Bahia e da Casa Civil, chefiada por Rui Costa (PT), segundo fontes. Ao mesmo tempo, a rota é vista pelo setor privado como pouco rentável, o que vinha dificultando o acordo.
A discussão sobre a renovação antecipada da FCA se iniciou há cerca de dez anos. Após diversas idas e vindas, o processo voltou a ganhar tração em 2024, com uma proposta de R$ 24 bilhões de investimentos adicionais e R$ 5 bilhões em outorgas pagas à União.
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