CBN – A transformação dos corredores Transcarioca e Transoeste do BRT em linhas de VLT segue sem calendário e sem fonte definida de financiamento público, mesmo depois de 2 anos de ter sido anunciada pela prefeitura.
Na manhã desta quarta-feira, o prefeito Eduardo Paes afirmou, no entanto, que o estudo básico ficou pronto com apoio do BNDES e estimou o custo da obra em cerca de R$ 12 bilhões, valor que vai depender de uma parceria público-privada.
Segundo ele, as estações e o leito dos corredores já estão prontos, o que reduziria a necessidade de grandes intervenções civis. Mas a compra dos trens, a instalação de trilhos e o modelo de concessão ainda precisam ser estruturados.
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“O que nós entendemos é que o corredor Trans… que o corredor TransOeste e que o corredor TransCarioca, especialmente o TransCarioca, que tem uma característica mais urbana, o que nós entendemos é que eles podem ser adaptados num longo prazo, médio, longo prazo, num sistema de VLT. Então essa adaptação vai ter que ser feita, vão ter obras. O importante é o seguinte: o leito da via está feito, as estações estão feitas. É basicamente material rodante, trilho e a gente colocar no leito. Agora é óbvio, vai pressupor desvios, né, algum transtorno.”
Paes reforçou ainda que o projeto entrou na etapa de modelagem financeira, mas que não há data para o lançamento do edital, nem garantias sobre quem vai aportar recursos ou quais contrapartidas a prefeitura vai oferecer ao investidor privado. Ele reforçou também que cabe à Câmara fazer a liberação para uma futura Parceria Público-Privada.
“A gente fez durante os últimos dois anos estudos com o BNDES, então a gente já tem projeto básico. Isso vai ser feito uma PPP. O que nós estamos pedindo para a Câmara é autorização legislativa para fazer uma PPP. Vai ter que ter privado e a gente vai ter que ter uma cesta de recursos públicos. Então isso ainda não tem prazo. Agora a gente já saiu da fase de estudo. Agora a gente já tem uma ideia. Eu estou falando de algo em torno de 12 bilhões de reais. É muito dinheiro. Então é um avanço. Essa veletização é um compromisso nosso, mas ainda não tem data para começar a obra.”
Nesse mesmo estudo do BNDES, também é tratada a proposta de uma nova linha de VLT ligando Botafogo à Gávea e ao Leblon.
O documento prevê 10,4 km de extensão, com 20 estações distribuídas pelas ruas São Clemente, Voluntários da Pátria e Jardim Botânico, num traçado que aproveita faixas viárias existentes.
O custo estimado é de R$ 1,7 bilhão e há previsão de demanda para cerca de 100 mil passageiros por dia, com integração às linhas 1 e 2 do metrô na estação Botafogo e à futura estação Gávea da linha 4.
Mas assim com a transformação dos corredores de BRT em VLT, ainda não há prazos definidos.
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