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Renovação da FCA: ES e MG defendem contorno alternativo à Serra do Tigre

A Gazeta (ES) – O Espírito Santo está unindo forças com Minas Gerais para defender a construção de um contorno ferroviário de Belo Horizonte em substituição ao da Serra do Tigre. Essa alternativa seria uma exigência para ser realizada a renovação da concessão da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), controlada pela VLI, até 2056.

Em reunião na tarde de quinta-feira (25), no Palácio Anchieta, em Vitória, o governador Renato Casagrande, o vice-governador Ricardo Ferraço, o coordenador da bancada federal capixaba, deputado Da Vitória, e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Santos, decidiram pela formação de uma força-tarefa, em conjunto com representantes de Minas Gerais, para defender essa inclusão na lista de exigências.

A proposta na mesa é a construção do contorno ferroviário de Belo Horizonte, que passaria por Vespasiano e Itabira. Esse ramal substituiria a ideia inicial do contorno da Serra do Tigre, em Minas Gerais, que previa a construção de um trecho ferroviário com mais de 450 quilômetros, um investimento que vem sendo descartado por ser considerado de alto valor. O objetivo desse contorno é melhorar a ligação entre o Centro-Oeste, o estado mineiro e o Espírito Santo.

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A VLI não utiliza os trechos da FCA que cortam o Espírito Santo – que inclusive estão na lista dos que serão devolvidos ao governo federal –, mas escoa carga pela Estrada de Ferro Vitória a Minas por direito de passagem.

Da Vitória, inclusive, já se reuniu nesta semana com o coordenador da bancada mineira no Congresso Nacional, deputado Igor Timo, que também fez a defesa do novo traçado ferroviário.

“Fiz uma conversa com o deputado Igor Timo nesta semana. Nosso objetivo é unir governos, bancadas, assembleias e o setor produtivo, que tem essa demanda, para levar à ANTT e ao Ministério da Infraestrutura a solicitação para que seja incluído, como investimento obrigatório à renovação da concessão da FCA o contorno de Belo Horizonte. O Espírito Santo tem uma ampliação do sistema portuário em andamento. Minas Gerais precisa melhorar a logística de escoamento mineral e os dois estados convergem na importância desse investimento para o desenvolvimento mútuo”, disse Da Vitória.

O governador Renato Casagrande já havia discordado da forma com que o Ministério da Infraestrutura quer incluir a obra na exigência da renovação da concessão: mediante gatilho de demanda, ou seja, somente seria obrigatório o investimento quando alcançado determinado volume de carga. Contudo, a demanda já existe.

A proposta encaminhada pelo ministério está sob análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que verifica a viabilidade econômica-financeira e o plano de exploração. Após, o processo segue para o TCU.

A concessão atual da FCA expira em agosto de 2026. A ferrovia tem 7,2 mil quilômetros de extensão e cruza os estados de Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe, além do Distrito Federal.

Fonte: https://www.agazeta.com.br/es/economia/renovacao-da-fca-es-e-mg-defendem-contorno-alternativo-a-serra-do-tigre-0925

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