Terra – A operadora de terminais portuários e ferrovias VLI registrou uma movimentação recorde de 11,9 milhões de toneladas de grãos e farelos no seu sistema integrado durante o primeiro semestre, crescimento de 10% ante o mesmo período do ano passado, informou a empresa à Reuters nesta terça-feira.
O volume — 5% superior ao recorde anterior visto de janeiro a junho de 2023 — foi impulsionado em ano em que o Brasil obteve uma colheita recorde de soja no primeiro semestre. Antes de 2025, a última safra recorde do país havia sido há dois anos, enquanto em 2024 a produção sofreu efeitos da seca em várias regiões.
“Nossa performance e resiliência frente a um cenário complexo, marcado principalmente por um ambiente macroeconômico mais desafiador e volatilidade internacional, revela nossa maturidade e a robustez dos nossos processos, aliados a uma sólida governança”, afirmou o CEO da VLI, Fábio Marchiori, ao comentar os resultados do período.
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No primeiro semestre, a VLI buscou maximizar a utilização dos seus ativos por meio de movimentos como a habilitação para exportar milho para a China por meio do Terminal Portuário de São Luís (TPSL), no Maranhão, e do Terminal de Produtos Diversos, no Complexo de Tubarão (ES).
Essa medida potencializa o escoamento da produção de grãos nos corredores Norte e Leste.
As cargas de grãos e farelos no primeiro semestre tiveram como destino países do continente americano, Ásia e Europa, acrescentou a empresa.
No período, a empresa que tem a gestora canadense Brookfield como maior acionista, com fatia de 36,5%, além da mineradora Vale, entre outros, teve lucro líquido de R$1,08 bilhão, aumento de 12% ante o mesmo semestre de 2024, com uma receita líquida de R$5 bilhões, alta anual de 1%.
Em TKU, medida que considera a quantidade de carga e a distância percorrida, o volume transportado pelas ferrovias atingiu 20,7 bilhões, resultado que foi 1% maior que o registrado no mesmo período de 2024.
Outros destaques foram na área de açúcar. Em maio, a empresa finalizou as movimentações para a safra 2024/2025, na qual registrou um recorde histórico de movimentação dessa commodity pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), com 6,2 milhões de toneladas transportadas.
Ainda no primeiro semestre, a companhia alongou suas dívidas com a emissão de R$1,5 bilhão em debêntures incentivadas. A empresa afirmou ainda que reduziu seu endividamento consolidado bruto em R$1,35 bilhão.
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