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Descarrilamento em Araraquara mobiliza força-tarefa para retirar 30 vagões e liberar trilhos

G1 – Tratores e caminhões estão, na manhã desta sexta-feira (3), no local do descarrilamento de 30 vagões mobilizados na retirada da carga de milho que se espalhou pela região após o acidente em Araraquara (SP).

O acidente, que não deixou feridos, aconteceu por volta das 15h de quinta-feira (2), entre os pátios de Tutoia e o distrito de Bueno de Andrada.

A Rumo Logística informou que as causas do descarrilamento ainda são desconhecidas e serão devidamente apuradas junto às autoridades competentes.

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O trabalho de remoção dos vagões e limpeza da linha férrea seguiu durante toda a madrugada e deve continuar ao longo do dia desta sexta.

A linha é uma das principais ligações ferroviárias que conecta o interior do estado e o Porto de Santos. Em nota, a administração portuária disse que “não foram registrados impactos na operação ferroviária”.

Esse é o segundo acidente envolvendo descarrilamento de vagões em 7 dias na cidade. No dia 25 de setembro, um trem com milho colidiu com um caminhão carregado com cana-de-açúcar em uma passagem de nível próxima ao bairro Aparecidinha. Na ocasião, 14 dos vagões saíram dos trilhos e tombaram.

Transporte ferroviário

O trecho da linha férrea entre Bueno de Andrada e Tutoia, em Araraquara, faz parte da Malha Paulista, operada pela Rumo. Ele é usado principalmente para transportar cargas diversas, como commodities agrícolas, produtos industrializados e combustíveis.

Os principais produtos que passam por essa ferrovia são:

  • Grãos: soja e milho, destinados ao Porto de Santos.
  • Açúcar e farelo de soja: transportados a granel ou em contêineres.
  • Combustíveis e fertilizantes: abastecendo o interior e áreas agrícolas.
  • Cargas conteinerizadas: via Brado Logística, incluindo açúcar e produtos industrializados.

O trecho é estratégico por combinar transporte de cargas agrícolas e industrializadas, mostrando a importância da ferrovia para a região.

A Rumo opera por quase 13,6 mil km de trilhos que atravessam nove estados e mais de 500 municípios, ligando regiões agrícolas e industriais aos principais portos.

A operação é dividida em cinco malhas ferroviárias:

Malha Norte: conecta Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás à rede, com 735 km e 8 municípios; transporta principalmente soja, milho, farelo e fertilizantes.

Malha Paulista: passa por 117 cidades em São Paulo, sendo importante para o transporte de cargas diversas: grãos, fertilizantes, combustíveis e produtos industrializados. . Principal eixo de conexão com o Porto de Santos, com 2.118 km de extensão.

Malha Central: atravessa 50 municípios nos estados de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins, com 1.544 km de extensão.

Malha Sul: cruza 276 municípios dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul (atravessa a mata atlântica e o Pampa gaúcho). Possui 7.223 km de extenção.

Malha Oeste: conecta 58 municípios em São Paulo e Mato Grosso do Sul, com 1.973 km de extensão. Passa por áreas de Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2025/10/03/descarrilamento-em-araraquara-mobiliza-forca-tarefa-para-retirar-30-vagoes-e-liberar-trilhos.ghtml

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