Diário do Litoral (Santos-SP) – A ideia de retomar a ligação ferroviária entre Santos e o Vale do Ribeira ganhou força nos corredores do governo paulista. A CPTM estuda agora um trem regional que conecte a cidade costeira a Cajati, dando nova vida a um trajeto histórico de mais de 220 quilômetros de extensão.
Serviços diferentes
O projeto prevê três tipos de serviço: um trem expresso Santos–Cajati, com tempo estimado de 2h20; um parador operando entre Santos e Peruíbe; outro parador entre Peruíbe e Cajati. Além disso, o plano inclui a circulação também de trens de carga ao longo do mesmo percurso — com previsão de viagens completas em cerca de três horas para esse tipo de serviço.
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Preparação e malha atual
Segundo declarações do presidente da CPTM, a companhia se sente preparada para expandir sua atuação regional e já considera Santos um eixo estratégico nesse avanço. A ideia é aproveitar o que existe da malha ferroviária atual e modernizá-la para o uso de passageiros, incluindo trechos com segregação de carga. Um convênio já firmado com a MRS prevê uma via exclusiva de 35 km para separar o tráfego de cargas, evitando conflitos entre o transporte de passageiros e mercadorias.
Paralelo ambicioso
Enquanto o plano Santos–Cajati segue em estudo, o Estado também mantém como meta o Trem Intercidades (TIC) ligando São Paulo à Baixada Santista. Diferente do projeto regional, o TIC teria foco mais turístico e deslocamentos rápidos entre a capital e o litoral. A viabilidade técnica e financeira desse trem turístico deverá ser concluída até meados de 2026, segundo o jornal Valor Econômico.
Valor turístico
Não é novidade que a ferrovia já teve papel simbólico no acesso ao litoral. A CPTM chegou a testar um trem expresso entre a Estação da Luz, em São Paulo, e a costa, resgatando o charme da viagem pela Serra do Mar. Esse tipo de percurso atrai público atraído pela nostalgia e pelo lazer ferroviário.
Horizonte
Ainda não há um trem comercial ligando Santos ao Vale do Ribeira ou à capital, mas os estudos avançam com força. A CPTM aposta que o serviço regional até Cajati poderá ressuscitar a ferrovia como artéria de mobilidade no litoral. Ao mesmo tempo, o governo estuda o Trem Intercidades para consolidar conexões mais rápidas. Entre mobilidade e turismo, o caminho está colocado — resta viabilizar.
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