A TARDE (BA) – A chegada do metrô ao Campo Grande, em Salvador, tem gerado grande expectativa entre moradores, trabalhadores, comerciantes e estudantes da região. A previsão é que as obras do novo trecho tenham início em 2026, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A expansão do sistema metroviário é uma iniciativa do Governo do Estado e deve provocar uma profunda transformação urbana em uma das áreas mais simbólicas da capital baiana. O Campo Grande concentra importantes equipamentos culturais, como o Teatro Castro Alves, a Concha Acústica e museus, além de instituições de ensino e unidades de saúde.
Para o governador Jerônimo Rodrigues, a ampliação do metrô e a implantação do VLT fazem parte do projeto Nova Bahia, que prevê investimentos estruturantes e sociais em Salvador. “O objetivo de nosso governo é trabalhar para melhorar a vida do povo baiano”.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Opinião da população
Morador da região há mais de cinco décadas, o administrador de condomínios Darcílio Gouveia comemora a possibilidade de contar com o metrô como alternativa de deslocamento diário.
“Será uma economia de recursos e tempo inacreditável para mim, que sempre faço o percurso e gasto com abastecimento de combustível do meu carro bem mais do que a passagem, além do estresse de congestionamentos”, relata.
O impacto positivo também é aguardado por quem mantém negócios no entorno do Campo Grande, onde será implantado o chamado tramo 4 do metrô, com previsão de atender cerca de 11 mil usuários por dia.
À frente do tradicional Sebo Graúna, especializado em livros e publicações antigas, Índio acompanha de perto a redução no fluxo de pessoas na área ao longo dos anos.
“É até possível que a pandemia tenha contribuído para o afastamento do povo das ruas, mas aqui sofremos também com barbeiragens municipais, a exemplo de corte de linhas de ônibus pela prefeitura que dificultaram o acesso”, afirma.
O comerciante destaca ainda o potencial estratégico da região.
“Trabalho aqui a 50 metros do Campo Grande há décadas e senti no bolso o esvaziamento de circulantes numa região com apelo cultural, educacional, aqui estão unidades da Ufba, além de ser um polo de saúde, com hospital e clínicas”.
Darcílio lembra que o Campo Grande também é palco de eventos cívicos tradicionais, como o 2 de Julho e o 7 de Setembro, além de integrar o circuito do Carnaval. “O metrô vai facilitar o acesso de toda a cidade a eles”.
VÁ ALÉM DA MANCHETE
O setor ferroviário é complexo e as notícias do dia a dia são apenas a ponta do iceberg. Para entender o cenário completo, é preciso de contexto e a visão de quem cobre o setor desde 1940.
A cada edição, a Revista Ferroviária traz reportagens aprofundadas, estudos de mercado e entrevistas exclusivas sobre os temas que realmente importam: de novos VLTs e projetos privados a desafios de manutenção, o futuro da tecnologia e muito mais.
Seja o primeiro a comentar