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Retorno financeiro do Trem Intercidades São Paulo–Sorocaba deve ocorrer por volta de 2040

Metrô CPTM – Um documento ligado aos estudos do governo estado para o Trem Intercidades Eixo Oeste, que ligará a capital paulista a Sorocaba, traz uma visão preliminar sobre a estrutura financeira do projeto. O empreendimento tem leilão previsto para o segundo semestre de 2026 e deverá ser concedido à iniciativa privada por um prazo de 30 anos.

De acordo com as projeções, a futura concessionária só deve passar a gerar resultado financeiro anual positivo de forma contínua a partir do oitavo ano da concessão. Considerando um contrato assinado no fim de 2026, isso ocorreria por volta de 2034. Antes disso, o projeto apresenta um período prolongado de investimentos elevados e custos operacionais que superam as receitas, com exceção de um pequeno resultado positivo pontual no quarto ano.

O chamado ponto de equilíbrio – quando todo o dinheiro investido ao longo do tempo é recuperado e o saldo acumulado passa a ser positivo – está estimado apenas no 14º ano de concessão, por volta de 2040. Até esse momento, a exposição financeira máxima projetada é de cerca de R$ 3,6 bilhões.

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Ao longo de três décadas de contrato, a receita líquida total estimada gira em torno de R$ 26 bilhões. Desse montante, aproximadamente R$ 10,6 bilhões viriam diretamente das tarifas pagas pelos passageiros. O restante corresponde a contribuições públicas previstas no modelo de remuneração, que representam cerca de 60% da receita total do projeto.

Onde estão os maiores investimentos?

O documento mostra que a maior parte dos investimentos iniciais será direcionada à infraestrutura ferroviária. O principal item é a via permanente – trilhos, lastro, dormentes e sistemas associados – com custo estimado em R$ 2 bilhões. Em seguida aparecem os investimentos ambientais e sociais (desapropriações inclusas), com R$ 1,4 bilhão, e as obras de arte especiais, como pontes e viadutos, que somam cerca de R$ 1,3 bilhão.

No total, os investimentos previstos ao longo da concessão alcançam R$ 10,3 bilhões, sendo que cerca de 80% desse valor se concentra até o sexto ano, período que engloba a implantação da linha e o início da operação.

Custos para manter o serviço funcionando

Após a entrada em operação plena, a partir do oitavo ano, os custos operacionais anuais, chamados tecnicamente de despesas operacionais, são estimados em cerca de R$ 250 milhões por ano. Esse valor inclui gastos administrativos, consumo de energia elétrica para tração dos trens e manutenção da frota.

Antes da operação comercial completa, entre o primeiro e o sétimo ano, esses custos são menores, em média R$ 76 milhões por ano, concentrados em atividades como monitoramento, ações ambientais, sociais e despesas de preparação do sistema.

Sorocaba será o principal destino

As projeções indicam que Sorocaba será o principal polo de demanda do Trem Intercidades Eixo Oeste. No início da operação plena, a estação deverá concentrar cerca de 3,2 milhões de passageiros por ano, número que pode chegar a 5,2 milhões no último ano da concessão. A estação Água Branca, na capital, aparece em segundo lugar, com demanda inicial estimada em 2,6 milhões de passageiros por ano.

Esse padrão se reflete também na arrecadação com tarifas. Sorocaba responde pela maior fatia da receita tarifária, com cerca de R$ 92 milhões no oitavo ano de operação, o equivalente a quase 40% do total arrecadado com passagens naquele momento. Estações intermediárias, como Amador Bueno, têm participação bem menor na composição da receita, como esperado.

O governo do estado ainda finaliza detalhes antes de fechar o edital do projeto. Para isso ele deve continuar ouvindo possíveis interessados e consultorias financeiras, técnicas e jurídicas.

Fonte: https://www.metrocptm.com.br/retorno-financeiro-do-trem-intercidades-sao-paulo-sorocaba-deve-ocorrer-por-volta-de-2040/

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