O TEMPO (MG) – Até julho deste ano, as duas primeiras estações da linha 2 do metrô de Belo Horizonte devem estar em operação. Nesta sexta-feira (13/2), o governo de Minas e representantes da concessionária que administra o serviço mantiveram a previsão de entrega das estações Nova Suíça e Amazonas, que estão 80% concluídas.
O trecho faz parte da expansão do sistema rumo ao Barreiro, considerada uma demanda histórica da capital. Até 2028, a nova linha, que contempla sete estações, vai ampliar a mobilidade urbana e conectar a região à linha 1, que conta com 20 estações entre a Vilarinho, em Venda Nova, e a Novo Eldorado, em Contagem.
Segundo o diretor da concessionária Metrô BH, Júlio Freitas, mais de mil trabalhadores estão envolvidos nas obras do metrô de BH. Com relação às estações Amazonas e Nova Suíça, as equipes trabalham em “complementos das obras civis, da via permanente (onde a composição passa) e a rede aérea (que alimenta os trens).
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Segundo o diretor, a concessionária realiza reuniões semanais com as empresas responsáveis pelas obras para acompanhar o andamento dos trabalhos.
Além das estações Nova Suíça e Amazonas, a linha 2 contempla outras cinco estações: Nova Gameleira, Nova Cintra, Vista Alegre, Ferrugem e Barreiro. Todas devem estar em operação até 2028.
Novos trens começam a rodar em abril
Além da expansão da linha 2, o sistema também passa por modernização na linha 1. O governo de Minas prevê a chegada de dez novos trens ainda neste ano. O primeiro veículo chegou à capital em fevereiro e está no pátio São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte, onde passa por testes antes do início da operação.
Segundo o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Pedro Bruno, o novo trem deve começar a circular em abril.
De acordo com o secretário, os novos veículos serão incorporados gradualmente ao sistema ao longo do ano. “De abril até o final do ano vão chegar mais dez novos trens, trazendo mais conforto e mais qualidade para os milhares de usuários”, disse.
Segundo ele, os investimentos no sistema já se aproximam de R$ 2 bilhões desde a assinatura do contrato de concessão, em 2023.
Parte dos recursos usados na modernização e ampliação da Linha 1 do metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte vem do acordo judicial de reparação pelo rompimento da barragem em Brumadinho. O acordo foi assinado em 2021 entre o governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) e a mineradora Vale.
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