No entanto, trechos das linhas 1-azul (entre as estações Ana
Rosa e Luz), 2-verde (Ana Rosa até Vila Madalena), 3-vermelha (Bresser até
Marechal Deodoro) e 5-lilás (Adolfo Pinheiro a Capão Redondo) estavam
funcionando parcialmente por volta das 7h. A linha 15-prata está totalmente
fechada, segundo balanço do metrô.
Nas demais estações onde o metrô não circula, uma frota
extra de ônibus está atendendo a população, como na estação Itaquera (linha
3-vermelha), que está completamente fechada para a circulação dos trens da CPTM
(Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e do metrô.
A doméstica Kilma Taciana da Silva, 30, chegou na estação
Itaquera antes das 6h e não conseguiu embarcar nos ônibus lotados que saíam
rumo ao centro. “Na última greve, me machuquei na confusão. Não quis
arriscar”, diz ela que trabalha no Morumbi. A auxiliar de limpeza Cristina
Sobrinho, 41, chegou por volta das 4h na estação e se deparou com o embarque
fechado para os trens da CPTM. “Tinham seguranças com cassetetes enormes
barrando a entrada”.
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A paralisação ocorre ao longo desta quinta na maior parte
das linhas operadas pela companhia. A única exceção é a linha 4-amarela, gerida
pela iniciativa privada, que funcionará normalmente.
A auxiliar de limpeza Maria José oliveira, 58, que mora em
Francisco Morato (Grande São Paulo), disse que resolveu ir ao metrô mesmo
sabendo da greve. Ela veio de ônibus intermunicipal até o terminal Barra Funda,
onde seguiria a viagem de metrô até a estação República. “A empresa em que
trabalho não paga ônibus municipal. Um funcionário da estação me falou para
pegar o trem até a estação Luz e ir caminhando, mas não vou arriscar a minha
vida, é perigoso”, disse.
Na estação Barra Funda, por volta das 6h, um grupo de
pessoas se aglomerava em frente aos portões que dão acesso ao metrô, esperando
a retomada do serviço.
O Metrô lamentou a decretação da greve e disse que acionará
uma operação de contingência para atuar no dia. Na prática, isso significa que
convocará funcionários do alto escalão da companhia capazes de operar os trens
e manter as estações funcionando.
A Prefeitura liberou o rodízio de carros de passeio. A SP
Trans, empresa municipal de transporte, disse que vai ter operação especial dos
ônibus para manter o acesso à região central e às principais pontes da capital
paulista. No entanto, essa medida depende do quanto a paralisação realmente
afetará o sistema.
A CPTM reforçou a operação e antecipou o horário de abertura
das estações para às 4h a fim de atender o possível aumento da demanda. Já a
concessionária da linha 4-amarela informou que adequará a oferta de trens nesta
quinta-feira diante da greve.
Motivos
Os metroviários manifestam contra a concessão à iniciativa
privada de duas linhas do Metrô, a 5-Lilás e a 17-ouro (monotrilho) feita pela
gestão Geraldo Alckmin (PSDB). O resultado da licitação será conhecido nesta
sexta-feira (19), e uma empresa ou consórcio será responsável pela operação das
duas linhas.
Além das linhas 5 e 17, o Metrô pretende ainda conceder as
linhas 2-verde e 15-prata, que já estão construídas. Entre as linhas que estão
em construção e que também deverão ser concedidas estão a 6-laranja e
18-bronze. Neste modelo, o Metrô iria operar apenas as linhas 1-azul e
3-vermelhas.
Nesta semana, a Justiça do Trabalho chegou a determinar que
80% da categoria deveria trabalhar nos horários de pico da operação e 60% fora
do horário de pico. A multa caso descumpram a determinação é de R$ 100 mil.
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