33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Seca na Argentina derruba safra de grãos e provoca rali de preços

A pior seca em décadas na Argentina
está reduzindo a safra de grãos do país, jogando os preços das commodities para
cima e forçando a Bunge e outros grandes processadores a esmagar menos
oleaginosas para fabricação de rações que alimentam rebanhos ao redor do mundo.

A seca na Argentina, o terceiro
exportador mundial de milho e soja, não acabou com um cenário de excesso de
oferta global deixado por anos de safras abundantes, impulsionadas pelo bom clima
e pelas culturas geneticamente modificadas.

Mas combinada com problemas de seca
que ameaçam as culturas nos Estados das Planícies dos EUA e na África do Sul,
as perdas na Argentina estão consumindo reservas globais e levando os
compradores a acelerarem as compras.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

Os agricultores do Meio-Oeste dos EUA
estão lutando para vender grãos que ficaram armazenados durante meses para
tirar proveito dos preços em alta em meio às dificuldades na Argentina.

“Você nunca deseja uma seca em
outro país, mas às vezes é o que é preciso”, disse Rob Schaffer, produtor
de milho e soja de Illinois, que está intensificando as vendas para aproveitar
a subida dos preços dos EUA. “Isso tem sido praticamente um
presente.”

A milhares de quilômetros de distância
na cidade rural de Chivilcoy, na Argentina, o agricultor Bernardo Romano tem o
ponto de vista oposto. Suas plantas de soja e milho estão apenas na metade do
tamanho típico, sofrendo com a falta de chuva. As espigas de milho estão 70 por
cento menores ante o normal, faltando cerca de um mês para o início da
colheita.

“Isso vai ter um impacto muito
grande na economia regional”, disse ele, acrescentando que os produtores
pediam chuva para mitigar mais perdas nas culturas plantadas tardiamente.

As chuvas nesta fase de desenvolvimento
ficaram em apenas um quarto do normal, disse Romano. No máximo, ele espera que
sua soja produza um terço do seu rendimento médio.

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires
cortou em três milhões de toneladas a sua previsão de soja na quinta-feira,
estimando agora uma produção um quarto menor que a do ano passado.

Fonte: DCI

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*