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Vale inicia operação comercial de seu maior projeto de minério

RIO – A mineradora Vale embarcou sua primeira carga comercial de minério de ferro produzida na mina de S11D, seu maior projeto de minério, em Canaâ dos Carajás, no Sudeste do Pará, na última sexta-feira, afirmou a companhia brasileira nesta segunda-feira, em comunicado.


Foram embarcados, a partir do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA), um total de aproximadamente 26,5 mil toneladas, divididas em três navios, com a capacidade entre 73 mil e 380 mil toneladas, de acordo com a empresa. Os navios tiveram a sua capacidade completada com minério Carajá IOCJ, proveniente das outras minas no Sistema Norte.


O restante da capacidade dos navios foi completada com minério Carajás IOCJ, proveniente de outras minas no Sistema Norte.


O Carajás IOCJ, com 65% de teor de ferro, já representa 40% das vendas da Vale. A mineradora calcula que até 2020 o Carajás IOCJ vai ultrapassar 50% da produção.

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A mina S11D foi inaugurada em dezembro. Com ela, a Vale planeja aumentar a atual produção anual da região Norte para 230 milhões de toneladas até 2020, ante os cerca de 155 milhões previstos para 2016.


“Ao lado de novas minas em operação, em Carajás, e dos investimentos já realizados em Minas Gerais, o S11D permitirá à Vale aumentar a sua competitividade no mercado internacional nos próximos anos”, disse a empresa nesta segunda-feira.


INVESTIMENTOS DE US$ 14,3 BI


De acordo com a Vale, a alta qualidade do minério extraído da nova mina dará flexibilidade à empresa para misturá-lo, em portos na Malásia, China e Omã, com os produzidos nos chamados sistemas Sul e Sudeste, em Minas Gerais.


A ideia, segundo a empresa, é aumentar o preço do produto final vendido, além de prolongar a vida útil das minas de MG.


O complexo, segundo a Vale, contou com investimentos totais de US$ 14,3 bilhões, sendo US$ 6,4 bilhões aplicados na implantação da mina e usina de beneficiamento.


Outros US$ 7,9 bilhões são referentes à construção de um ramal ferroviário de 101 quilômetros, à expansão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e à ampliação do terminal portuário.

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