A ação da empresa de logística
ferroviária Rumo foi vendida a R$ 12 na oferta pública subsequente. A operação
foi fechada na noite desta quarta-feira (4), com a demanda pelos papéis alcançando
quatro vezes o volume ofertado. A Rumo optou por não vender o lote suplementar
de ações. Com isso, a companhia levantou R$ 2,64 bilhões, com a alienação de
220 milhões de papéis a R$ 12. Um pouco mais de 50% da demanda veio de
investidores estrangeiros.
Havia a possibilidade de a Rumo
ainda vender mais 33 milhões de ações, por meio de um lote suplementar. Isso
renderia à empresa mais R$ 396 milhões. A decisão de não colocar esse lote
extra, segundo o Valor apurou, se deveu à forte valorização dos papéis nos
últimos dias, algo que não estava no radar da companhia. Desde que a Rumo
anunciou a realização da oferta, em 21 de setembro, seus papéis tiveram
valorização de 21,56%, fechando hoje cotados a R$ 12,63. O resultado disso é
que a Rumo conseguiu levantar o montante de recursos previstos sem ter de
vender tantas ações.
A venda de mais ações poderia
levar à diluição da Cosan Logística, maior acionista individual da companhia,
com participação de 28,47%. Desde o início da transação, a Cosan manifestou que
pretendia manter sua participação na companhia e participar da oferta. Para que
isso acontecesse, a companhia aprovou um aumento de capital de R$ 750 milhões,
com o único objetivo de investir na Rumo — exatamente o valor que a Cosan
aportou agora. Numa operação bastante complexa, esse aporte foi feito com
recursos obtidos pela Cosan Limited com uma venda de bônus externo. Pelos
termos da oferta, a Cosan não participou do processo de fixação de preço das
ações.
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Os recursos serão destinados para
reduzir a alavancagem da Rumo — que encerrou o segundo trimestre em 4,3 vezes a
dívida líquida sobre o Ebitda — e o endividamento líquido, que ficou em R$ 9,4
bilhões, e aumentar o caixa. Em abril do ano passado, a Rumo já havia feito uma
oferta de ações de R$ 2,6 bilhões em meio a uma reestruturação financeira que
contou com a renegociação de dívidas com os principais credores.
Desde a fusão com a ALL,
concluída em abril de 2015, a Rumo vem realizando um trabalho de revitalização
e expansão logística.
A oferta foi coordenada pelos
bancos Bradesco BBI, Morgan Stanley, Santander, BB Investimentos, Itaú BBA, BTG
Pactual, Bank of America Merrill Lynch, Credit Suisse e Goldman Sachs.
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