33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Bank of America sugere desaceleração mais forte nos EUA

O que vem preocupando os analistas do Bank of America não é o relatório sobre o emprego ou o indicador mais recente sobre as vendas de casas nos Estados Unidos, mas o transporte ferroviário de carga no país.

Em 2015, a carga ferroviária nos EUA teve o maior declínio em seis anos, e a situação não parece nada boa neste ano.

“Acreditamos que os dados ferroviários podem estar sinalizando um alerta para a economia como um todo”, afirma recente nota do Bank of America. “As cargas caíram mais de 5% em cada uma das últimas 11 semanas, nas comparações ano sobre ano. Embora quedas isoladas de volume ocorram ocasionalmente, geralmente são seguidas logo depois por recuperações. O período atual de fraqueza substancial e prolongada, incluindo um declínio de 10,1% na semana passada, não ocorria desde 2009.”

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

Economistas do Bank of America, chefiados por Ken Hoexter, analisaram os últimos 30 anos para ver o que esse tipo de declínio acentuado representa normalmente para a economia dos EUA. O que eles encontraram não foi particularmente encorajador. Todas as quedas do tipo nas cargas ferroviárias precederam ou foram acompanhadas de desacelerações econômicas (eles excluíram 1996 porque houve um inverno extremamente rigoroso).

“Períodos similares de fraqueza ocorreram apenas em cinco outras ocasiões desde 1985: (1) na maior parte de 1988, (2) na primeira metade de 1991, (3) em várias semanas no início de 1996, (4) no fim do ano 2000 e início de 2001 e (5) no fim de 2008 e maior parte de 2009, períodos que coincidiram com recessões ou que precederam recessões por alguns trimestres.”

Muitos poderiam argumentar, claro, que o menor uso do carvão como fonte de energia, a desaceleração do setor industrial e o fim da onda de expansão do petróleo e gás de xisto nos EUA levariam naturalmente a uma queda no transporte de mercadorias por trens. Hoexter e sua equipe, no entanto, indicam que a desaceleração se disseminou para segmentos mais voltados ao consumo; as cargas intermodais, normalmente usadas por bens de consumo, aumentaram 1% no primeiro trimestre de 2015 e 3,6% no segundo, mas caíram 1,7% no trimestre final de 2015.

Quanto ao futuro, a equipe adotou um tom cauteloso, pelo menos para a primeira metade do ano, período que deverá sofrer na comparação anual, segundo os analistas. “Embora muitas das ferrovias tenham sido bem-sucedidas em cortar despesas de acordo com o declínio de volumes, receamos até que ponto esse corte de custos vai poder contribuir para as metas de crescimento [do lucro por ação]”, escreveram.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*