33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Santos deve mudar matriz de transporte para crescer

Com 13 quilômetros de cais e registro de atracamento de 5.748 navios em 2010, o porto de Santos é o 43º em cargas no mundo e o maior do Brasil. Estima-se que a movimentação de cargas pule das 103 milhões de toneladas previstas para este ano para 230 milhões em 2024, enquanto a circulação de contêineres deverá passar de 2,8 milhões de TEUs (contêiner de 20 pés) em 2011 para 9 milhões de TEUs em 2024. Mas, para que o porto consolide sua posição de principal porta de entrada e saída de produtos brasileiros para o exterior, será preciso superar obstáculos, como uma mudança da matriz de transportes.


Um exemplo das dificuldades pode ser visto na movimentação de contêineres. Apenas 1% chega ao porto transportado por trilhos, enquanto a maioria esmagadora vem por caminhões. “Há um desequilíbrio claro da matriz de transportes”, diz José Roberto Serra, presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
Para que o porto possa continuar crescendo, será fundamental mexer nessa equação. “É preciso ampliar a participação da ferrovia no porto, talvez não para chegar a ter 30% como se vê na Europa, mas pelo menos para ter 15% de participação”, diz Antônio Carlos Sepúlveda, diretor-presidente da Santos Brasil. Em sua visão, também será preciso estimular o uso de vagões empilhados por trilhos para carregamento de contêineres.


Uma das dificuldades que travam o modal ferroviário está na região metropolitana de São Paulo, onde trens de carga disputam espaço na mesma linha com vagões de passageiros. O problema dificulta a chegada dos trens ao porto de Santos – em alguns casos a travessia das cargas é feita apenas de madrugada, quando o volume de passageiros cai. A solução para o impasse seria a construção do Ferroanel, um anel ferroviário que circundaria a região metropolitana de São Paulo, retirando a circulação de cargas da linha de passageiros. O governo paulista está trabalhando para que o Ferroanel possa sair o quanto antes do papel.


Além de estimular o modal ferroviário e a operação com contêineres duplos, será preciso também tornar mais rápidos os acessos rodoviários ao porto. Muitas vias são disputadas tanto por carros de passeio quanto por caminhões, o que também exigiria soluções integradas de transporte público. “Hoje o caminho para a entrada do porto se confunde com o da entrada para a cidade, por isso é preciso pensar em soluções para a chegada às cidades da Baixada”, disse João Paulo Tavares Papa, prefeito de Santos. Há um outro problema. “Apesar de o porto operar 24 horas por dia desde o fim da década de 1990, cerca de 75% dos caminhões chegam ao porto entre segunda e sexta-feira”, destacou Sergio Aquino, secretário municipal de assuntos portuários e marítimos da cidade de Santos.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

Alguns projetos já começam a sair do papel. Em relação ao modal rodoviário, estão sendo investidos R$ 620 milhões em obras de melhoria de acesso viário ao porto. Em paralelo, o governo paulista está investindo R$ 660 milhões em um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), interligando São Vicente ao centro de Santos e ao porto. Uma interligação seca entre Guarujá e Santos poderá ser iniciada em 2013, com um investimento de R$ 1,3 bilhão. “O trecho leste do Rodoanel, que fará a ligação entre o aeroporto de Cumbica e o porto, facilitará o deslocamento das cargas”, disse Edson Aparecido, secretário de assuntos metropolitanos. A obra deve ficar pronta em 2014.


Durante o seminário, Sepúlveda observou que ainda há muito espaço ainda para crescimento dos contêineres. O grau de abertura da economia brasileira ainda é baixo (18%), enquanto no México e no Chile está acima de 50%, o que indica que há ainda potencial de expansão tanto das importações quanto das exportações. “Muitas cargas de granel poderão migrar para os contêineres, o setor é muito promissor”, disse.


O porto também terá de se adaptar à nova realidade que está surgindo para o setor marítimo no mundo. Em busca de economia de escala, estão sendo construídos navios cada vez maiores, com capacidade para 15 mil TEUs e que movimentam mais de três mil contêineres. Um movimento que exigirá mais infraestrutura e tecnologia.


Leia mais:


Transportes exigem medidas urgentes

Borrowers who would look cash advance payday loans their short terms. payday loans

It is why would payday cash advance loan want more simultaneous loans. payday loans

Payday lenders so why payday loans online look at.

Bad lenders will be payday loans online credit bureau.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*