Na manhã desta segunda-feira (11), o Ministério Público Federal (MPF/AM) apresentou a conclusão pela inviabilidade do monotrilho como sistema de transporte coletivo de massa para Manaus.
A apresentação ocorreu durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE/AM), organizada pelo deputado estadual Marcelo Ramos (PSB).
Com base em notas técnica emitidas pela Controladoria-Geral da União (CGU), o MPF/AM concluiu que o sistema de monotrilho é inviável para a capital amazonense, já que os estudos técnicos não precisam os valores de tarifa e dos subsídios necessários à manutenção do sistema.
O procurador da República Thales Messias Pires Cardoso informou que o MPF/AM, em conjunto com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP/AM), fez recomendações ao governo estadual, apontando diversas irregularidades encontradas no projeto básico do monotrilho e sugerindo adequações para que o projeto atendesse a legislação.
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Foram feitas também recomendações à Caixa Econômica Federal, órgão financiador do projeto, para não liberar os recursos enquanto as irregularidades não forem corrigidas.
Integração
A ausência de diálogo entre a Prefeitura de Manaus, que implementará o sistema Bus Rapid Transit (BRT), e o governo do Estado, responsável pelo monotrilho, foi um quesito apontado pelo MPF/AM como preocupante, já que não há elementos que indiquem claramente como será feita a integração entre as duas modalidades de transporte urbano. O desconhecimento de detalhes do funcionamento do monotrilho foi confirmado pelo titular da Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU), Marcos Cavalcante.
Além da indefinição da integração, a grande distância entre as estações, prevista no projeto básico, não tornará o sistema atraente para o usuário. Isso pode gerar ainda uma concorrência entre os sistemas e comprometer a funcionalidade do monotrilho, afirmou o procurador da República Thales Cardoso.
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