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Crescimento das cidades atrai projetos para transporte

O crescimento econômico do País, a realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016 e a transferência de 30 milhões de pessoas para a classe média obrigaram tanto o setor privado como o público a reavaliar as condições de transporte hoje oferecidas aos brasileiros. Grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, já apresentam demanda acima do limite nas avenidas, aeroportos e rodovias e a expectativa é de mais crescimento. Em meio a esta realidade, propostas de obras audaciosas como novas linhas de metrô, monotrilhos de alta capacidade e do trem de alta velocidade (TAV) aquecem o mercado de modais.


Empresas como a Bombardier já estão propondo novas soluções de mobilidade urbana. Entre elas, estão os monotrilhos de alta capacidade Innovia. Com capacidade para transportar até 48 mil passageiros, o projeto deverá ser implantado na capital paulista, o que tornará a cidade “um cartão postal mundial no que diz respeito a mobilidade”, afirma o diretor Luís Ramos. O monotrilho, além de ser erguido na metade do tempo de uma construção de metrô -cerca de quatro anos- também custa a metade do valor, que varia entre R$ 80 e R$ 120 milhões.


“O transporte cobre o vazio entre o ônibus e o metrô”, justifica Ramos. A empresa já entregou 50 sistemas completos de transporte em todo o mundo que a cada ano realizam 1,7 bilhão de viagens, mas as soluções não param por aí. O veículo leve sobre trilhos (VLT), por exemplo, é alternativa viável. Similar a um bonde urbano, o veículo já está sendo instalado em Brasília e possui a capacidade de abrigar 20 mil passageiros.


Para Ramos, a solução é perfeita para centros comerciais menores como cidades do interior com demanda suficiente, entre elas, Sorocaba, Ribeirão Preto e Campinas. Esta obra pode custar até R$ 50 milhões por quilômetro e é bastante utilizada na Europa. “Além disso, você ganha qualidade, já que o trem se locomove em ambiente urbano e possui amplas janelas que permitem que o usuário e o turista desfrutem da paisagem durante a viagem”, afirma Ramos.

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O VLT também conta com outra vantagem: por meio de uma tecnologia nomeada Promove, que a Bombardier acaba de apresentar ao mercado nacional, o transporte se alimenta de energia elétrica, sem que precise ter nenhum contato elétrico.


A tecnologia realiza a transferência elétrica por indução magnética e os componentes da fonte ficam instalados debaixo do veículo ou sob o pavimento da via. A inovação elimina linhas elétricas aéreas, que servem de fonte de alimentação ininterrupta, evitando que o veículo “recarregue” nas estações. O Primove também é uma solução para acabar com a poluição dos ônibus. Tanto é que o sistema já está sendo instalado na Bélgica.


O projeto, que está sendo realizado atualmente na região de Flandres, teve início em outubro deste ano e tem funcionamento por meio de um cabo instalado no asfalto e que, ao receber a indicação de que o ônibus está sobre ele, gera um campo eletromagnético que é captado pelo veículo e transformado de novo em energia elétrica que alimenta os motores do ônibus.


Tecnologias


Os gargalos no transporte em todo o País estão exigindo não só novos meios de locomoção como também tecnologias capazes de abrigar novas mobilidades nas grandes metrópoles. A AeS, por exemplo, uma das principais empresas brasileiras especializadas em sistemas para controle, automação e segurança de aplicações metro-ferroviárias também está cheia de novidades. A primeira delas diz respeito ao desenvolvimento de equipamentos e serviços de controle de portas de trens com motor elétrico e produção 100% nacional.


“O controle de portas detecta a presença do trem de forma segura e conta com um sistema que prevê um possível descarrilamento. O equipamento resulta em uma economia de 30% em custos de manutenção, já que funciona como precaução”, explica o diretor da empresa, Aryldo Russo Júnior. De acordo com ele, o Brasil é o primeiro país a contar com esta tecnologia, mas a novidades não param por aí.


A AeS investiu ainda em um sistema de controle chamado de Coppilot, que comanda as portas de plataforma e, além de garantir a segurança dos passageiros, organiza a entrada e saída dos usuários. “A ferramenta identifica a chegada dos trens à plataforma, o alinhamento de todos os carros e é responsável por acionar as portas da estação juntamente com as do trem”, explica o diretor.


A empresa, que já atua no Chile e na Argentina, entre outros, investiu cerca de R$ 2 milhões nos últimos quatro anos no desenvolvimento de novas tecnologias e na capacitação dos colaboradores. Assim, cresceu este ano perto de 500%, com clientes como o Metrô de São Paulo. A previsão é fechar este ano com faturamento superior a R$ 10 milhões.


A Bombardier está na briga pelo fornecimento de soluções para a mobilidade urbana brasileira com monotrilhos de alta capacidade, em alternativa aos gargalos no transporte interno. Para o diretor da companhia, Luís Ramos, os monotrilhos e veículos leves sobre trilhos (VLT), bastante utilizados na Europa e similares a um bonde urbano – que está sendo instalado em Brasília -, têm capacidade de abrigar 20 mil passageiros e são solução de tráfego em regiões como Sorocaba, Ribeirão Preto, Campinas e a capital.


A estimativa é a obra custar até R$ 50 milhões por quilômetro; no caso do VLT, o transporte se alimenta de energia elétrica, sem que precise ter contato elétrico: o sistema está sendo instalado na Bélgica, na região de Flandres, ressalta o executivo.


Já a empresa nacional AES, voltada ao controle e automação de aplicações metro-ferroviárias, diz estar atenta ao mercado sul-americano, e já tem como clientes o Metrô de São Paulo. De acordo com o diretor da empresa, Aryldo Russo Júnior, a AES investiu no sistema Coppilot, que comanda as portas de plataforma metroviária e organiza a entrada e saída dos usuários. “A ferramenta identifica a chegada dos trens à plataforma, o alinhamento de todos os carros e é responsável por acionar as portas da estação juntamente com as do trem”, explica o diretor.


O executivo afirma que o “controle de portas conta com um sistema que prevê um possível descarrilamento e o equipamento resulta em uma economia de 30% em custos de manutenção, já que funciona como precaução”. De acordo com Russo Júnior, o Brasil é o primeiro país a contar com esta tecnologia, mas a AES já tem atuação no Chile e Argentina, e segue investindo no desenvolvimento de novas tecnologias.

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Fonte: DCI

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