A vencedora do VII Prêmio Alstom de Tecnologia Metroferroviária, Stephani Barbosa Rickmann Lindo, de 19 anos, abriu as apresentações dos trabalhos técnicos na manhã de quinta-feira (11/11). Com o título “Easy Glass”, o trabalho foi fundamentado nas necessidades de manutenção da nova frota dos trens da CPTM, da Série 7000. O projeto prevê um sistema facilitador para a troca dos pára-brisas dos trens e foi desenvolvido em conjunto com Mariana Ferreira e Lorine Melo, para realização do trabalho de conclusão do curso técnico do SENAI. Hoje, o projeto está em processo de implantação na própria CPTM.
O segundo colocado do prêmio foi Henrique Carou Costa, engenheiro de manutenção do Metrô Rio, que desenvolveu juntamente com Ernesto Roberto, também engenheiro do Metrô Rio :“Transformação de Vagão Tradicional de Lastro de Brita em Vagão Automático de Acionamento Hidráulico”, adaptando o vagão Hopper de distribuição de britas ao longo da Linha 2 no Rio de Janeiro.Para Costa, este prêmio o motiva ainda mais a dar continuidade a dois outros projetos com o uso de sugador pneumático para o desguarnecimento e de socador de lastro.
Dando continuidade às apresentações, Luiz Fernando Vieira Sanches apresentou o trabalho “Trem sem Fio”, em que desenvolve softwares para aparelhos celulares e notebooks que fornecem informações ao usuário de trens por meio de uma rede sem fio. Luiz Carlos Almeida Mattos também divulgou seu trabalho “Projeto de adaptação de rolamento Cartucho em Rodeiro do Carro Inox (Budd), voltado para a manutenção com rolamento do tipo cartucho.
Voltado para o caso específico da estação Uruguaiana do Metrô Rio, Luiz Carlos de Oliveira apresentou seu projeto “Aumento de Segurança dos Clientes com Instalação de dispositivo e LEDs Sinalizadores na Estação”. Com um sistema automatizado, o objetivo do projeto era diminuir o vão entre o trem e as plataformas, por isso foram instalados borrachas aleteadas e sinalizadores de LED para alertar os passageiros. O projeto foi colocado em prática em dezembro de 2009 e gerou um investimento de R$ 130 milhões.
Ouro trabalho que recebeu menção honrosa foi o de Rômulo César Carvalho de Araújo, sobre “Sistema Telemérico Autônomo para Monitoramento e Automação de Malhas Metroferroviárias, com base no protocolo de comunicação de padrão internacional, ZIg Bee/ IEEE 802.15.4, que permite o rastreamento dos trens e garante uma análise de desempenho do trem e outras variantes como o índice de ocupação e desempenho do maquinista.
Para discutir a importância da análise de falhas da CPTM, Otávio Ferreira de Almeida explicou o seu projeto “Análise de Falhas – Subestação de Tração Metroferroviária”. De acordo com Almeida, esta atividade é necessária para organizar o controle do sistema em uma subestação, e possibilitar melhorias futuras.
Ao final, Irineu Venancio, diretor da Polux Engenharia, que faz parte da comissão julgadora há três anos, disse que a principal característica que é levada em conta na avaliação dos projetos é a objetividade do trabalho e a adequação ao tema. Para Venancio, o espaço para apresentação dos trabalhos serve como pólo de divulgação: “Aqui temos representantes de empresas a importantes do setor metroferroviário de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e outras e essa atividade permite uma troca de informações importante para o desenvolvimento”.
O Prêmio Alstom premia os melhores trabalhos voltados para o sistema de transportes de passageiros, que englobam temas como o sistema de sinalização, telecomunicações, material rodante e via permanente. A divulgação e organização do concurso é de responsabilidade da Revista Ferroviária, e o prêmio desta edição foi uma previdência privada no valor de R$10 mil. As inscrições para a próxima edição ainda não estão abertas, mas deve ser feita pelo site www.revistaferroviária.com.br entre agosto e setembro de 2011.
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