A inauguração de uma nova linha ferroviária com 250 quilômetros de extensão, entre Rondonópolis, no Mato Grosso, e o Alto Araguaia, na divisa com Goiás, deve aumentar em 30% o transporte de soja, farelo e milho por trem até o Porto de Santos a partir do próximo ano. Atualmente, a carga é levada dos centros produtores, no Centro-Oeste do País, até o Porto de Santos em caminhões.
O trecho está sendo construído em bitola larga com 1,6 metro entre os trilhos.
Até chegar ao porto, o trem passa pelos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul e ingressa pela região Norte de São Paulo, utilizando linhas já construídas. No Estado, passa por São José do Ribeirão Preto, Araraquara, Itirapina, Rio Claro, Campinas e Mairinque, até chegar a Santos. Pelo ramal passam granéis sólidos e contêineres.
O investimento, a ser realizado pela concessionária América Latina Logística (ALL), com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gira em torno de R$760milhões.
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Segundo o gerente da Unidade de Produção de Santos da Portofer/ALL, Felipe Figueiredo Gonçalves, com a possibilidade de um maior escoamento das mercadorias pelo modal ferroviário, os caminhões que hoje trazem a carga até o Porto de Santos passarão a servir regiões do País.
“A logística rodoviária em Rondonópolis é mais fácil porque as estradas estão em melhores condições. A chegada do trem à cidade certamente impulsionará o desenvolvimento em outras localidades”.
Com o investimento, a companhia sinaliza que Santos é sua prioridade em logística ferroviária. Segundo Gonçalves, 90% dos investimentos da ALL em novos trechos ferroviários estão sendo alocados no corredor de exportação que serve o cais santista. O motivo, diz, é que os portos da região Sul do País já estão bem servidos de malhas ferroviárias.
Com os novos investimentos, a empresa planeja um crescimento em sua movimentação de 12% ao ano, na próxima década.
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