Foram necessários 12 dias de espera para a Brasil Ferrovias providenciar a retirada de dois vagões que estavam descarrilados no pátio da estação ferroviária de Aquidauana. O acidente ocorreu em 5 de abril e somente no final da tarde de segunda-feira o guindaste da empresa conseguiu rebocar os carros. O descarrilamento teria ocorrido por causa da má conservação da malha ferroviária e provocado transtornos no trânsito na área central da cidade, a 130 quilômetros de Campo Grande.
Os vagões estavam carregados de minérios e saíram dos trilhos no momento em que passavam pela Rua Estevão Alves Correa, uma das vias mais movimentadas do município. A composição fazia o percurso Corumbá–Campo Grande. No local foi verificada a presença de inúmeros dormentes podres.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias atribui os constantes acidentes na ferrovia à diminuição dos funcionários que garantiam a manutenção da linha. Segundo o sindicato, o número de acidentes ferroviários cresceu desde que a empresa foi privatizada.
Na época da estatal, a média era de três a cinco descarrilamentos por mês. Conforme levantamento, somente nos dois primeiros anos de privatização a média saltou para cerca de 35 acidentes/mês. Agora em 2006 são cerca de cinco acidentes por semana somente na região do Pantanal, entre as estações do Carandazal e Albuquerque.
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