O presidente do grupo empresarial francês Alstom, Patrick Kron, afirmou não saber nada sobre as suspeitas de corrupção que afetam a empresa, considerou os mesmos assuntos antigos e disse que a empresa continuaria colaborando com a Justiça.
Entre essas suspeitas de corrupção se encontra o possível pagamento de propina para obter um contrato com o Metrô de São Paulo.
“A Justiça investiga assuntos antigos que remontam ao fim dos anos 1990, dos quais não sei nada, nem sobre os projetos mencionados, nem sobre as pessoas eventualmente envolvidas”, disse Kron em uma teleconferência.
“O grupo tem procedimentos estritos e extremamente precisos para que este respeito das regras seja efetivamente cumprido”, acrescentou.
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“Porém, se assuntos antigos nos levarem a constatar que este não foi o caso, veremos”, disse Kron, que assumiu o cargo em 2003.
O grupo Alstom, símbolo da indústria francesa, está na mira da Justiça francesa após uma denúncia das autoridades suíças, que suspeitam do pagamento de subornos na obtenção de contratos no exterior entre 1995 e 2003, sobretudo na América do Sul e Ásia.
Com base em fontes ligadas ao caso, o “Wall Street Journal” afirmou em sua edição de ontem que a Alstom teria pago US$ 6,8 milhões para obter um contrato de US$ 45 milhões para obras na Linha 2 do metrô de São Paulo.
Os investigadores examinam ainda “pagamentos suspeitos” de US$ 200 milhões que a Alstom teria efetuado em projetos no Brasil, Venezuela, Cingapura e Indonésia.
Devido às denúncias, o Metrô informou ontem que irá averiguar os contratos firmados com a Alstom no período de 1995 a 2003. “Tão logo haja informações relevantes a respeito do assunto estas serão tornadas públicas pelo Metrô de São Paulo”, informou o Metrô através de comunicado.
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