A hipótese de Pernambuco não ser beneficiado como deveria pela Ferrovia Transnordestina foi abordada, mais uma vez, pelo deputado José Queiroz (PDT). O parlamentar criticou o atual traçado da obra e advertiu o governador Mendonça Filho (PFL) e os deputados da Casa, a fim de redirecionar as pressões para que o Porto de Suape seja incluído no trajeto.
Segundo o pedetista, o percurso da ferrovia, que começa em Eliseu Martins, no Piauí, e corta Pernambuco até chegar ao Porto de Pecém, no Ceará, não contempla as potencialidades de desenvolvimento do Estado pernambucano. Para o presidente da Comissão de Administração Pública da Alepe, o aporte de recursos prioriza o porto cearense por causa da articulação política do ex-ministro da Integração Nacional e candidato a deputado federal Ciro Gomes (PSB). Com isso, Pernambuco continua em plano secundário, observou.
De acordo com Queiroz, o Governo do Estado tentou estender um ramal da Transnordestina até Petrolina, mas os dirigentes da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) argumentaram que o volume de cargas não compensaria o investimento de cerca de R$ 250 milhões para implementar esse trecho.
A ferrovia tem como objetivo interligar os nove Estados do Nordeste, desde o Maranhão até a Bahia, beneficiando os pólos de produção agrícola, mineral e industrial da região. Sua implantação teve início em 1990 e, em dezembro de 1992, foi paralisada por falta de recursos.
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