Num primeiro momento o Expresso Leste irá até Suzano, mas tenho convicção de que ele será levado até Mogi. A afirmação, do deputado estadual Estevam Galvão (DEM), reaviva a possibilidade de ser atendida a antiga reivindicação dos mogianos que utilizam os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). De acordo com o democrata, a vontade do governador José Serra (PSDB) é que a Cidade receba o modelo, atualmente operando no trecho entre as estações Luz e Guaianazes. E a briga, já comprada por ele, é para que isso de fato se concretize.
O problema de Mogi é a grande quantidade de passagens de nível, que requerem obras de transposição caras e demoradas. De qualquer forma, é possível que a Prefeitura feche parcerias com a Secretaria Estadual de Transportes ou com o Ministério das Cidades para tentar equacionar a questão com passagens subterrâneas ou pontilhões. A idéia é lutar muito para que o Expresso Leste vá até Mogi, assegura.
Galvão foi um dos deputados que votaram, na última quarta-feira, pela aprovação do projeto de lei 580/08, na Assembléia Legislativa de São Paulo. Por meio da legislação, o Governo do Estado fica habilitado a captar empréstimos de até US$1,9 bilhão junto a organismos internacionais, sendo US$112,9 milhões destinados aos serviços de modernização da linha 11 – Coral (Luz-Estudantes). De acordo com a atual cotação do dólar este valor equivale a R$282,2 milhões. A idéia é que a verba seja conquistada junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid) e ao Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (Bird).
Este foi o segundo passo a caminho da concretização das reformas do transporte férreo no Alto Tietê. No princípio desta semana, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) conseguiu, com a Secretaria do Meio Ambiente, licença prévia para a realização das intervenções. O documento foi concedido com base em um Relatório Ambiental Preliminar elaborado em um modelo simplificado, uma vez que as obras não acarretarão em um impacto ambiental de grandes proporções. Agora, a concessionária está apta a investir nas obras e arquitetar um documento ambiental mais detalhado. Além disso, a CPTM tem 180 dias para fazer o projeto executivo e pedir licença de instalação, na qual estarão inclusas indenização e contrapartida ambiental.
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Apesar de todo o reboliço, o prazo para início das obras na linha 11 continua sendo 2010, ao final da gestão do governador Serra. Segundo projeções da concessionária, em 2011 a linha 11 estará transportando uma média de 560 mil passageiros por dia, ante os 387 mil atuais.
Duplicação
O deputado Estevam Galvão (DEM) informou ontem que continua batalhando por uma emenda no orçamento das obras na Rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), para que ela seja duplicada. A resposta deve vir até o próximo 18, quando o montante será deliberado. De acordo com o democrata, se nesta primeira etapa ele não obtiver sucesso, o próximo passo será conversar com o governador José Serra (PSDB) e tentar conseguir com ele um compromisso para a realização dos serviços.
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