Um dia depois de minimizar os efeitos da turbulência financeira internacional, afirmando que, se chegar ao Brasil, será uma “marola”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que vai envolver o Congresso nas decisões que tomará para enfrentar os possíveis efeitos da crise americana no país. Lula afirmou que os líderes de partido no Congresso serão informados, logo após as eleições, sobre as ações do governo para evitar a contaminação da economia brasileira. O presidente também se prepara para blindar o governo de ataques da oposição.
Para tanto, convocou os líderes da base aliada para uma reunião hoje. Com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, pretende explicar aos parlamentares como está o quadro, que medidas estão sendo tomadas e de que forma o Brasil está agindo para enfrentar o enxugamento do crédito e uma possível recessão mundial.
— Queremos que esse tema da crise seja levado ao Congresso para que as pessoas percebam que o país não corre risco, mas não podemos vacilar. A crise americana já consumiu US$ 850 bilhões do povo dos EUA para tapar buracos dos banqueiros que faziam agiotagem com dinheiro público — disse Lula, após votar em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
Segundo Lula, as prioridades do governo na agenda do Congresso serão as votações de políticas e reformas consideradas essenciais: — Primeiro, temos que preparar as votações importantes que teremos até o fim do ano. Temos a política tributária e a política de salário mínimo que precisam ser votadas.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Lula afirmou que a crise não vai afetar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e anunciou para março a licitação para a execução do trem-bala Rio-São Paulo.
— Vamos licitar o trem-bala em março para mostrar que sabemos lidar com a crise, porque nos precavemos.Fizemos a lição de casa quando era preciso e agora temos reservas para enfrentar esta e outras crises.
Apesar de Lula dizer que os efeitos da crise americana no Brasil serão pequenos, na avaliação do governo o risco é a redução do crédito para os exportadores.
— Mas isso podemos resolver com o dinheiro que temos — disse.
Seja o primeiro a comentar