Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) alega querer reajuste de R$2,10 para R$2,30 em suas tarifas na tentativa de cobrir o déficit de R$48 milhões em suas contas referente ao primeiro semestre de 2006. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
Com uma dívida 300% maior que a do mesmo período do ano passado (que era de aproximadamente R$12 milhões), o crescimento desse déficit se deu devido à incorporação da rede metroviária ao bilhete único iniciada no fim de 2005. Já a gestão Lembo atribui o ocorrido à fatores diversos como o aumento de usuários não pagantes ou que possuem descontos, como idosos e estudantes.
Após um ano e oito meses sem reajustes na tarifa, o presidente do Metrô, Luiz Carlos Frayze David, disse Vamos lutar desesperadamente, como empresa, até para continuar existindo, que a tarifa do Metrô seja reajustada. Segundo o presidente, ele já havia exposto ao governador Cláudio Lembo (PFL) a necessidade do reajuste. O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, diz que pediu R$20 milhões ao Estado, em forma de subsídios, mas garante ser possível reverter a situação sem necessidade de elevar a tarifa.
Na última quarta-feira, em nota a imprensa, a direção do Metrô recuou e negou negociar qualquer elevação, afirmando não existir data prevista para nenhum aumento.
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