Valor Econômico – O investimento no setor de mobilidade urbana deverá chegar a R$ 12,1 bilhões em 2025, um aumento de 14,1% na comparação com 2024. O patamar de recursos teve um salto nos últimos anos: no ano passado, o valor já havia subido 19% em relação ao período anterior. O investimento médio entre 2021 e 2024 ficou em R$ 7,6 bilhões por ano. Os dados são de estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com cálculos da consultoria Inter.B.
Diferentemente de outros setores de infraestrutura, o avanço nos investimentos em mobilidade foi impulsionado por aportes do setor público, que neste ano deverão ser responsáveis por cerca de 80% do total, mesmo patamar do ano passado.
Nos últimos anos, a participação máxima que o investimento privado conseguiu atingir no segmento foi de 43%, no ano de 2023, devido aos recursos aplicados pela CCR Via Mobilidade na concessão das linhas 8 e 9 de trens urbanos de São Paulo, sendo a maior parte destinada para a compra de trens.
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O setor tem sido impulsionado principalmente por empreendimentos do Estado de São Paulo, analisou o levantamento. O governo paulista tem realizado uma série de aportes na expansão da malha, além de projetos de Parcerias Público-Privadas (PPP), que misturam recursos privados e do governo. Entre os projetos em curso estão a construção da Linha 6 do Metrô, que deverá ser concluída no próximo ano e o Trem Intercidades de Campinas. Fora de São Paulo, outro empreendimento em curso é a construção da Linha 2 do Metrô de Belo Horizonte.
O estudo também destaca projetos no Rio de Janeiro que precisam ser destravados para gerar novos investimentos no Estado, como o metrô de superfície entre a capital e a Baixada, os investimentos na Linha 4, com a construção da estação da Gávea, e uma solução para a SuperVia, operadora de trens na região metropolitana, que poderá ser transferida à prefeitura do Rio ou a outro operador.
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