A edição Janeiro/Fevereiro da Revista Ferroviária está no ar, trazendo na capa o desafio de recolocar para uso trechos inoperantes da malha brasileira. Com mais de 60% de ferrovias ociosas no país, sobra malha, mas faltam estudos de viabilidade econômica para essas linhas. O novo secretário nacional de Transporte Ferroviário do Ministério dos Transportes, Leonardo Ribeiro, fala sobre o tema na reportagem, que aborda também a complexidade que envolve a devolução de trechos ociosos pelas concessionárias, o trabalho da ANTT para desenvolver a regulação de chamamento público de trechos devolvidos/sem tráfego e o modelo norte-americano de shortlines, que pode servir de inspiração para o Brasil. 

Na seção Entrevista, uma conversa detalhada com o secretário de Parcerias em Investimentos de São Paulo, Rafael Benini. À frente da secretaria criada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Benini fala sobre os projetos metroferroviários em parceria com a iniciativa privada. A prioridade número 1 da gestão é o Trem Intercidades São Paulo-Campinas, mas há também planos de concessão das linhas da CPTM e de expansão do metrô.  

A edição também traz três reportagens especiais: a reviravolta no projeto da nova ferrovia Transnordestina; os equipamentos de manutenção de via adquiridos pela ViaMobilidade para as Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda; e os impactos do conceito ESG (da sigla em inglês em na tradução significa ambiental, social e governança) no modal ferroviário.  

Em Expressas, a autorização ferroviária da Grão-Pará Multimodal, que pretende implementar uma ligação entre Açailândia e Porto de Alcântara, no Maranhão. A empresa vem buscando parceiros de peso para o projeto, que pode ser uma alternativa, inclusive, para o escoamento da carga da Norte-Sul, operada pela VLI. A coluna traz ainda informações sobre o estudo para o reaproveitamento dos trilhos entre Sete Lagoas (MG) e Salvador (BA), hoje sob concessão da FCA, mas que deverão ser devolvidos pela concessionária em seu processo de renovação.  

Em Mercado, a parceria da Loram do Brasil com a norte-americana Holland, para a oferta de um novo serviço de full-service para as ferrovias brasileiras. Já a Wabtec trouxe para essa edição os detalhes de seu novo produto para via permanente, o KinetiX. A solução promete melhorar a eficiência e a segurança das malhas através da inspeção automatizada de componentes de vagões e locomotivas.  

Outra empresa, a Bersul Radiadores falou sobre a maior procura do setor ferroviário por sistemas de refrigeração para locomotivas a diesel e elétricas, como radiadores de água, intercoolers, aftercoolers, resfriadores de óleo e trocadores de calor. A Frateschi Model Trens apresenta também nessa edição da RF a réplica em miniatura do novo vagão tanque da FS, produzido pela Greenbrier Maxion, para operação na malha da Rumo.  
Na coluna de Sérgio Avelleda, Estação Mobilidade, o que se espera do novo governo para o setor de mobilidade urbana. Em Estudo de Mercado, o levantamento Todas as Locomotivas, que indicou estabilidade na frota de máquinas de tração no país. Em Suprimentos, o investimento das operadoras na capacitação de mão de obra para aprimorar o processo de manutenção de locomotivas nas oficinas. Em Estatísticas, os resultados de movimentação em carga e em passageiros em 2022.  

Em Nota Técnica, o estudo “Melhorias na Linha 10-Turquesa”, de autoria de Felipe Naves, Allan Silva, Anderson Liberato, Geraldo Magela e Aguinaldo Milan. O trabalho foi vencedor da categoria 03 do 9º Prêmio Tecnologia & Desenvolvimento Metroferroviários ANPTrilhos-CBTU, apresentado na 28ª Semana de Tecnologia Metroferroviária da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp) 

Na seção Artigo, Maurício Ferreira Wanderley, diretor da Unidade de Auditoria Especializada em Infraestrutura Portuária e Ferroviária do Tribunal de Contas da União (TCU), e Igor Pereira Oliveira, auditor do TCU, discorrem sobre a importância de medidas para reutilização de trechos ociosos da malha brasileira.  

Em Arquivo Ferroviário, a locomotiva 193, conhecida como Jiboia e uma das mais famosas da época de ouro das máquinas a vapor no Brasil. Na Foto do Mês, o trem de renovação modelo P190 da Matisa, entregue recentemente para MRS. No Sumário, a imagem que traz uma das primeiras viagens da AC44 na malha da VLI. Em Gente que faz Diferença, os funcionários indicados da Estrada de Ferro Carajás, do VLT Carioca e da Empretec.   

A criação de secretarias especificas para o transporte ferroviário, no Ministério dos Transportes, e de mobilidade urbana, no âmbito do Ministério das Cidades, sinalizam […]

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Acho que o governador do Maranhão precisa ser melhor assessorado. Dizer que um possível porto em Alcântara criará 100 mil empregos (mesmo que diretos e indiretos) é não ter […]

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2º ENCONTRO DE FERROMODELISMO ALTO TIETÊ
04/03 – Guararema, SP
Organização: Ernesto Paparelli
Contato: (12) 99723-1092 […]

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A Grão-Pará Multimodal (GPM), empresa que tem autorização do governo federal para a construção de uma ferrovia privada entre Açailândia (MA) e o Porto de Alcântara (MA), de 540 km, […]

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Divulgação/Matisa foto do mês

O trem de renovação P190 da Matisa chegou recentemente à frota de equipamentos de via da MRS. Como o nome já diz, é utilizado na renovação de ferrovias, sendo projetado para obras de pequeno e médio portes, geralmente com uma composição de três a sete vagões de dormentes. […]

Lucas M. Rosa

A locomotiva de número 193 é daquelas que guardam histórias curiosas e fazem parte do imaginário de quem é apaixonado por ferrovia. A começar pelo seu nome – Jiboia –, que ganhou por tracionar longas composições, tal qual uma cobra percorrendo trilhos sinuosos. […]