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Quatro empresas disputam projeto

Os envelopes de documentação das empresas interessadas em fazer os projetos executivos dos novos trechos da Transnordestina serão abertos amanhã na Secretaria estadual de Desenvolvimento Urbano. Os novos trechos são os de Salgueiro-Parnamirim-Petrolina e Parnamirim-Araripina. Quatro empresas estão concorrendo na licitação, das quais três são de Pernambuco e uma do Rio Grande do Sul. Os projetos executivos têm um custo estimado em R$ 6 milhões e darão subsídios para a licitação de execução das obras.

“Temos um convênio com o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) no qual o Governo do Estado faria os projetos executivos e a obra”, comentou a secretária estadual de Desenvolvimento Urbano, Terezinha Nunes, acrescentando que Pernambuco também pode construir esses trechos novos com recursos que virão do governo federal e outros repasses.

“Incluímos Petrolina nesse novo trecho, mesmo com o governo federal dizendo que a ligação para esse município ficará para a segunda parte da licitação”, afirmou Terezinha.

O DNIT já transferiu R$ 11 milhões para o Estado fazer os projetos executivos e também para as desapropriações nos locais em que vai passar a ferrovia. O governo do Estado entrará com 10% desse valor. Ainda dentro do convênio com o DNIT, o governo do Estado já gastou R$ 2 milhões, fazendo os projetos básicos dos novos trechos.

ANÚNCIO – Ontem, o senador Sérgio Guerra afirmou no Programa CBN Debate que a engenharia financeira da Transnordestina já foi concluída e que o presidente Luís Inácio Lula da Silva deve anunciar a licitação das obras no próximo mês.

A nova Transnordestina propõe a construção de dois trechos ferroviários. Um que sai de Eliseu Martins, no Piauí, passando por Salgueiro, Serrita e Trindade (três cidades do Sertão de Pernambuco), indo até o Porto de Suape. O outro trecho ligará a cidade de Serrita (Sertão pernambucano) com o Porto de Pecém (no Ceará) .

O projeto inteiro tem um orçamento de R$ 4,5 bilhões e será bancado, em grande parte, com recursos públicos do extinto Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e recursos da Companhia Ferroviária do Nordeste, que vai operar a ferrovia depois que ela estiver em funcionamento.

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Fonte: Jornal do Comércio (PE)

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