O presidente da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Roger Agnelli, disse ontem que a empresa irá acatar a decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e diminuir os poderes de voto e veto da Vale na concessionária ferroviária MRS Logística.
A participação da empresa na MRS ultrapassou o limite de 20% imposto pela ANTT após a compra da Ferteco Mineração.
Agnelli explicou que o interesse da Vale é que a ferrovia continue funcionando com eficiência e que a redução na MRS não vai comprometer a operação. “Não tem por que termos dois vetos. Tendo apenas um já atende ao que a gente quer, que é a MRS investindo, operando bem”, afirmou Agnelli.
O presidente da CVRD disse ainda que o valor proposto pela empresa para o reajuste do minério de ferro é justo. A Vale está em plena negociação com as siderúrgicas chinesas sobre o preço do minério a ser vendido ao atual maior consumidor mundial do insumo. “Os 24% que colocamos na mesa têm consistência, se justificam”, afirmou Agnelli, referindo-se à proposta já feita pela Vale.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Segundo o presidente da mineradora, com a forte demanda pelo produto, a tendência de alta nos preços é natural. “Não há muito o que discutir”.
O executivo citou como exemplo o mercado chinês, que lidera a procura pelo minério de ferro no mundo. Segundo Agnelli, a demanda pelo produto em março na China foi recorde: cresceu 28% sobre 2004.
O Brasil continua em negociação com o país sobre as propostas de preço mas, segundo o presidente da Vale, isso não significa que está sendo mais difícil chegar a um acordo em relação ao reajuste este ano.
Seja o primeiro a comentar