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ALL compra Brasil Ferrovias e Novoeste

A ALL S/A (empresa holding do grupo) assinou no início da noite desta terça-feira (dia 9) acordo com a Funcef e a Previ para a compra da participação acionária dos fundos de pensão na Brasil Ferrovias e Novoeste Brasil. A operação, no valor de R$ 1,405 bilhão, não envolverá dinheiro em espécie, mas a troca de ações, como antecipou a Revista Ferroviária On-Line na última sexta-feira (dia 5). Pelo acordo, que está sujeito à aprovação da ANTT, os dois sócios passam a fazer parte do grupo de controle da holding da ALL. Junto com o BNDES, que deverá aderir aos contratos que regulam a operação, como informou o presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, passarão a deter 20% das ações da ALL S/A.


A incorporação da totalidade do capital acionário da Brasil Ferrovias e da Novoeste foi precificada com base na cotação de R$ 124,00 a Unit (conjunto de ações formado por quatro preferenciais e uma ordinária) da ALL. Em relação ao valor do papel no encerramento do pregão de hoje (R$ 153,50), o deságio é de 19,2%. De acordo com o presidente da ALL, Bernardo Hees, o preço foi fixado com base na cotação de 30 pregões anteriores à data em que foi apresentada a proposta para a aquisição dos dois corredores ferroviários (bitola larga, controlado pela Brasil Ferrovias e bitola estreita, da Novoeste), no dia 22 de março.


O valor da Unit no pregão desta terça-feira apresentou variação de -0,96% em relação ao fechamento na segunda-feira (R$153,50 contra R4155,00), embora tenham sido realizados muitos negócios com o papel. De acordo com analistas, a queda aconteceu em razão da absorção da informação pelo mercado. Enquanto alguns consideraram  positivo o acordo de compra, outros preferiram se beneficiar da valorização das ações nos últimos dias e reduzir suas posições.


Na avaliação de Hees, a conclusão do processo de compra das operadoras Ferroban, Ferronorte e Novoeste representa um marco na história do sistema ferroviário nacional. “Esta operação vai permitir que as regiões que fazem parte dessa malha sejam efetivamente integradas, oferecendo um transporte eficiente e competitivo, beneficiando os diversos segmentos econômicos, especialmente os produtores agrícolas, que passam a contar com mais uma opção logística competitiva. “

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Investimentos


Ele anunciou a realização de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão nos próximos anos na compra de locomotivas e vagões  e na revitalização da via permanente. O executivo não definiu o montante de recursos a serem aplicados ainda este ano, informando que tudo dependerá de um levantamento a ser realizado nos próximos meses.  “A capacidade de  investimento  é  fundamental para tornar a ferrovia a melhor opção logística para os clientes, tanto no segmento de commodities agrícolas, como para clientes industriais. Neste setor, o fator escala é essencial”, assinalou Hees.
O presidente da Funcef e do Conselho de Administração da Brasil Ferrovias, Guilherme Lacerda, destacou a importância do acordo para a logística ferroviária na região Centro-Oeste.  “O país ganha com a perspectiva de resolver um de seus principais gargalos logísticos, uma vez que a integração das companhias gera maior capacidade de investimentos”.
 

A nova ALL
 
Com a aquisição, a ALL consolida sua posição de maior empresa ferroviária da América do Sul, atingindo 20.495 mil quilômetros de extensão, incluindo sua malha de 8.000 quilômetros na Argentina. Desse total, 6.369 mil quilômetros fazem parte da malha ferroviária da Brasil Ferrovias e Novoeste, e o restante é representado pelas áreas de concessão nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e pelas ferrovias Meso e BAP na Argentina. A frota da empresa passa a ter 960 locomotivas e 27 mil vagões.

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Fonte: Folha de São Paulo

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