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Amsted vende para Vale e Copersucar

A Amsted Maxion Fundição e Equipamentos Ferroviários, líder na produção de vagões e fundidos ferroviários no Brasil, fechou contrato de venda de 188 vagões, no valor ao redor de R$ 540 milhões. Do volume total, 140 unidades são para a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e 48 para a Copersucar.


Com os novos pedidos, as entregas para 2006 totalizarão 2.883 vagões, dos quais 1.188 unidades já foram entregues no primeiro trimestre, informa Oscar Becker, diretor financeiro da Iochpe Maxion, que controla duas empresas líderes de seus respectivos mercados: a Maxion Sistemas Automotivos (com as divisões de rodas e chassis e de componentes automotivos) e a Amsted Maxion.


Ao todo, a Amsted Maxion vendeu 2.174 vagões no primeiro semestre. A expectativa de Becker é que o mercado encerre 2006 com a venda de 4 mil vagões, volume 46% abaixo das 7,5 mil unidades comercializadas em 2005. É um volume menor, mas mesmo assim é um belo número para o mercado brasileiro, diz.


O diretor financeiro da Iochpe Maxion não atribuiu a retração das vendas a uma crise no mercado ferroviário. Em 2006 haverá acomodação natural do setor, afirma. É que depois de 20 anos sem crescimento, ocorreu uma supervenda nos últimos três anos. E, além da infra-estrutura do setor estar no limite, há ainda o fato de que a safra agrícola não foi boa nos últimos três anos. A estimativa de Becker é que nos próximos anos o tamanho do mercado ferroviário se consolide em 5 mil vagões. Será um número interessante e, à medida que houver melhoria na infra-estrutura, com aumento de novas linhas e aprimoramento das atuais, a demanda volte a crescer, diz.

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No ano passado, a Amsted Maxion tinha em sua carteira encomenda de 6,5 mil vagões, volume 50% superior às 4,1 mil unidades produzidas em 2004. Do total de pedidos, 4.384 unidades foram da CVRD, 436 da MRS Logística e 350 da japonesa Mitsui, que compra vagões para arrendamento. O restante decorreu de contratos externos – 225 unidades para a Venezuela, além de 76 para Gabão, 22 para Guiné-Bissau, países africanos.


No primeiro semestre deste ano, as exportações de vagões caíram 61,9%, para US$ 8,2 milhões, em comparação com os US$ 21,5 milhões registrados em igual período do ano passado. Já as exportações de fundidos ferroviários e industriais cresceram 89,3%, para US$ 56,6 milhões, ante US$ 29,9 milhões registrados nos seis primeiros meses de 2005. Os EUA absorveram 53%, a América Latina 22%, Canadá/México 7%, África/Oriente Médio 10% e Europa 8%.


O grupo Iochpe Maxion, o maior do setor de vagões, fechou o semestre com lucro líquido de R$ 42,5 milhões, quantia 33% superior aos R$ 31,9 milhões registrados em igual período de 2005. A receita operacional líquida atingiu R$ 670,7 milhões, com queda de 10,5%. Já o lucro operacional das despesas financeiras (Ebit) aumentou 7% e chegou a R$ 89,6 milhões.

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Fonte: Gazeta Mercantil

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