O governo do Estado contratou a empresa Projetec para fazer um estudo de viabilidade econômico-financeira de um trecho ferroviário entre a cidade de Parnamirim e Petrolina, o qual pode se conectar à ferrovia Transnordestina. No traçado da ferrovia Transnordestina, os trilhos chegam até a cidade de Parnamirim, no Sertão do Araripe. A Transnordestina começou a ser construída no meio do mês passado.
“Queremos incluir esse trecho (Parnamirim-Petrolina) na construção da Transnordestina e o estudo vai mostrar que é viável”, disse o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Francisco Petribú.
A empresa contratada também fará um estudo de prospecção de recursos, – que deverá indicar as formas de financiamento que podem ser usadas na implantação desse trecho ferroviário -, e também o apoio técnico para todo o projeto de outros trechos da ferrovia em Pernambuco. O serviço custará R$ 1,7 milhão.
Quando for concluída, a ferrovia Transnordestina sairá da cidade de Eliseu Martins, no sul do Piauí, e deverá ligar o sertão do Nordeste aos portos de Pecém – no Ceará – e de Suape, no Grande Recife.
A construção da ferrovia foi iniciada na cidade de Missão Velha, no Sertão do Ceará. Esse trecho vai até o município pernambucano de Salgueiro. A Transnordestina terá 1.860 quilômetros e custará R$ 4,5 bilhões.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
A secretaria de Desenvolvimento Urbano também contratou mais dois estudos para o projeto básico dos trechos Salgueiro Parnamirim e Parnamirim-Araripina. “Esses estudos serão concluídos em dezembro deste ano”, disse Petribú. O prazo inicial de conclusão desses projetos era outubro.
“Tivemos alguns problemas para a execução desses estudos, mas já foram resolvidos”, contou Petribú. Esses trechos só poderão ser construídos depois que os projetos básicos forem concluídos, já que as informações serão necessárias à realização das obras.
PRAZO – As obras da Transnordestina serão realizadas num prazo de quatro anos. Grande parte dos recursos utilizados na ferrovia sairá do governo federal via Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e também do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).
A ferrovia vai viabilizar o escoamento de produtos como a soja plantada no Sul do Piauí, o gesso do Araripe e as frutas do pólo de agricultura irrigada existente em Petrolina e Juazeiro, na Bahia. O projeto de construir uma ferrovia ligando o sertão ao litoral tem mais de 100 anos.
Seja o primeiro a comentar