Cerca de 2.500 locomotivas e 84 mil vagões circulam pelas ferrovias brasileiras, sendo que um número crescente desse “material rodante” pertence aos donos das cargas ou a empresas de arrendamento, que os alugam para as operadoras.
O conglomerado japonês Mitsui é disparado o maior proprietário dos chamados vagões particulares, com aproximadamente duas mil unidades. Em seguida vem a CSN, com quase mil. A frota particular de vagões e locomotivas é uma tendência dos mercados mais desenvolvidos. No Brasil, ela corresponde ainda a 8% do total dos vagões, mas nos Estados Unidos chega a representar 56%.
O espaço para o crescimento da frota no Brasil está hoje delimitado pela capacidade de transporte das ferrovias. Em algumas linhas de maior movimento, um comboio passa a cada quinze minutos, em média — considerando-se que a carga principal é o minério, esse intervalo se aproxima dos limites de segurança.
As atuais concessionárias já tomaram a iniciativa de duplicar certos trechos das ferrovias, embora seja um investimento que não pode ser contabilizado como patrimônio das empresas (a via permanente pertence à União, a qual cabe investir na ampliação da malha, com exceção das ferrovias da Vale do Rio Doce e da Ferronorte). Outros gargalos terão de ser removidos, mas isso também depende de investimentos federais.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Mas, como essa ampliação parece inevitável, a tendência é que a frota particular de vagões e locomotivas continue aumentando no Brasil. A Revista Ferroviária aproveitou a oportunidade e vai pôr o tema em discussão amanhã, em um seminário no Golden Tulip, em São Paulo.
Seja o primeiro a comentar