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Iochpe corta custos de produção e lucro sobe

Ao longo do segundo trimestre, a Iochpe-Maxion efetuou uma série de ajustes para reduzir os custos de produção e manter a competitividade. Entre as medidas, o grupo demitiu 300 dos 4,9 mil funcionários da divisão de vagões ferroviários em Cruzeiro (interior de SP), renegociou preços com fornecedores e clientes e reformulou processos de produção. Tivemos que nos adequar às novas dimensões do mercado brasileiro de equipamentos ferroviários e de componentes automotivos, afirmou Oscar Becker, diretor financeiro do grupo. O mau resultado da safra agrícola e as vendas tímidas de caminhões, segundo ele, acabaram afetando as vendas da empresa no trimestre.


De acordo com o executivo, devem ser comercializados no país cerca de 4 mil vagões ferroviários, número bem distante das mais de 6,5 mil unidades em 2005 e também inferior às projeções feitas no início do ano, da ordem de 5 mil.


Havia uma carência enorme por vagões e empresas como Vale do Rio Doce, ALL e MRS Logística fizeram grandes encomendas no ano passado. O diretor da Iochpe disse acreditar que em 2007 e 2008 as vendas se estabilizem em 5 mil unidades, com a retomada dos investimentos em logística. A Iochpe informa deter mais de 80% do mercado de vagões.


Apesar da valorização do real perante o dólar, a Iochpe conseguiu aumentar em 89% as exportações de fundidos ferroviários e industriais (principalmente peças de reposição) no primeiro semestre. Traçamos um cenário cambial ainda mais severo, com o dólar valendo menos de R$ 2 e nos forçamos a ser competitivos mesmo assim. Entre janeiro e junho, as vendas externas subiram de US$ 48,5 milhões para US$ 55,6 milhões.

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O grupo fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 27,6 milhões, uma alta de 65% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No primeiro semestre, o lucro passou de R$ 31,9 milhões para R$ 42,5 milhões. A receita operacional líquida caiu tanto no trimestre como no acumulado dos primeiros seis meses do ano. De abril a junho, as vendas tiveram queda de 16,8%, para R$ 330,4 milhões. No semestre, as vendas alcançaram R$ 670,7 milhões, uma retração de 10,5%.


A geração de caixa pelo conceito lajida aumentou 19% no trimestre, alcançando R$ 58,3 milhões. O endividamento bruto da empresa no fim do semestre era de R$ 233,2 milhões, com uma relação dívida/lajida de 0,9 vez. Um terço do endividamento está indexado em dólar.

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Fonte: Valor Econômico

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