O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira, 22, que não apoiou a greve dos metroviários, movimento que prejudicou a população da capital paulista no último dia 15. Durante participação em sabatina promovida pelo Grupo Estado. Ele ressaltou, no entanto, que o debate colocado pelos trabalhadores, sobre a privatização da Linha 4 do Metrô, é justo.
De acordo com Mercadante, o motivo que levou os metroviários paulistanos à greve tem fundamento, porque a negociação da parceria entre Estado e setor privado deveria ter sido melhor negociada, com um aporte mais substancial de recursos por parte das empresas envolvidas.
O candidato destacou que, pelo contrato, o Estado tem obrigações a cumprir, inclusive com cessão da arrecadação das bilheterias, enquanto o setor privado teria risco zero no investimento.
Ele (setor privado) tem a garantia da bilhetagem, tem o aporte de R$ 75 milhões e investe menos de um terço. E com o que é que o setor privado fica? Fica com toda a receita da bilhetagem, durante 30 anos, toda a propaganda que for feita, todo o aluguel das estações, shoppings, lojas que foram feitas, comentou o candidato do PT.
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Eu não apoiei a greve. Disse que a greve era um instrumento que, no meu ponto de vista, especialmente num setor especial, como o transporte público de massa, traz um imenso transtorno à sociedade. Não pode a população pagar, mesmo quando a causa dos trabalhadores é justa e legítima, afirmou, destacando que existem outras formas de os trabalhadores expressarem a sua preocupação.
Apesar de criticar a negociação sobre o metrô paulista, Mercadante salientou que é favorável à idéia de Parceria Público-Privada (PPP). Aproveitando o tema, ele fez críticas às privatizações realizadas pelo governo do PSDB no Estado de São Paulo, como a das rodovias paulistas e de administração de presídios. Evidente que eu não vou fazer aqui arroubos de voluntarismo e quebrar um ato jurídico, comentou. Acho, inclusive, que dá para melhorar a relação entre as empresas concessionárias de presídios. Porque PPP, no governo do PSDB, foi pedágio, presídio e PCC (Primeiro Comando da Capital), alfinetou, acrescentando que as estradas estaduais tiveram, em dez anos, reajustes superiores a 200% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), indicador que mede a inflação na cidade de São Paulo.
Trem-bala
Durante a sabatina da qual participou, Mercadante voltou a defender a construção da linha do trem-bala, ligando São Paulo a Campinas, inclusive com a participação da iniciativa privada. É um transporte seguro, cômodo, que economiza energia e que todas as grande manchas urbanas, especialmente as mais desenvolvidas, utilizaram esse padrão para resolver seus problemas viários, argumentou, citando a cidade de Tóquio, no Japão, como exemplo.
Pretendo restabelecer esta prioridade. O custo deste projeto é de R$ 2,7 bilhões em quatro anos. Com parceria com a iniciativa privada, dá para fazer, salientou, dizendo que o governo do PSDB foi incapaz de pensar em projetos estruturantes durante o período que governou o Estado.
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