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Transporte puxa desembolso do BNDES

O setor de infra-estrutura manteve em agosto posição de destaque no desempenho do BNDES, que desembolsou R$ 36,9 bilhões no acumulado dos primeiros oito meses do ano. Desse total, R$ 13 bilhões foram para projetos de infra-estrutura, cujo valor das aprovações – que sinalizam liberações no curto e médio prazo – alcançou R$ 22,7 bilhões ou 131,6% acima de igual período de 2006. A liderança dos recursos liberados pelo banco no período ficou com o segmento de transporte terrestres, devido à demanda por caminhões. 


De janeiro a agosto, o valor desembolsado para a aquisições de caminhões foi de R$ 4,8 bilhões, 79% acima do mesmo período de 2006. Isso é operação indireta, feita através de agentes financeiros do banco. A demanda por caminhões está sendo aquecida pelo aceleração da construção civil, por conta da aquisição de caminhões pelas grandes empreiteiras, e pelo efeito etanol, que aumenta a compra do veículo pelos plantadores de cana e usinas. 


Os investimentos em FERROVIAs lideraram as liberações nas operações diretas do setor de transportes terrestres. A Estrada-de-Ferro Carajás (EFC) da Vale do Rio Doce, por exemplo, recebeu R$ 774,6 mihões do BNDES de um investimento total de R$ 1,4 bilhão para expandir a capacidade de transporte de carga de 70 milhões de toneladas para 103 milhões de toneladas/ano. 


Na avaliação de Ana Cláudia Alem, assessora da presidência do BNDES, as aprovações de projetos até agosto indicam a manutenção de um ritmo acelerado na liberação de recursos do banco até o fim do ano. De janeiro a agosto as aprovações de projetos somaram R$ 55,2 bilhões, sendo R$ 22,7 bilhões em projetos de infra-estrutura, valor 131,6% superior ao do mesmo período do ano passado. Para Ana Claudia, a aceleração vai se dar principalmente nos projetos de infra-estrutura. 

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Ela lembra que o processo de aprovação desses projetos é mais demorado que os da indústria, porque exige, em grande parte, licenças ambientais. O setor de energia elétrica vem sendo priorizado pelo banco para manter o crescimento sustentado da economia, hoje puxada pelo setor industrial. Em agosto, o setor de energia elétrica teve o segundo melhor desempenho da área de infra-estrutura, com desembolsos de R$ 2,6 bilhões, ou 45,3% acima dos oito primeiros meses de 2006. As aprovações totalizaram R$ 5 bilhões, ou 187% a mais que em 2006. 


O potencial de projetos de infra-estrutura a serem desembolsados pelo BNDES ainda este ano poderá levar a instituição a liberar R$ 65 bilhões até dezembro, valor recorde na história da instituição. Ana Claudia destacou que não faltarão recursos para financiar projetos este ano, pois estão sendo levantadas várias fontes para suprir a necessidade de dinheiro, se por acaso o BNDES necessitar. 


Ela acha importante que as empresas também estejam usando o mercado de capitais como fonte de recursos. O mercado de capitais e o BNDES vão andar juntos este ano, quando o PIB poderá bater em 5%. 

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Fonte: Valor Econômico

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