A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, cobrou ontem agilidade nas obras da Ferrovia Transnordestina ao presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, numa reunião que ocorreu em Brasília. A CSN é sócia majoritária da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), que executa as obras da ferrovia iniciadas em junho de 2006, mas até agora não foi concluído nem sequer o primeiro trecho do empreendimento, que tem 110 quilômetros. As obras da ferrovia em Pernambuco, no trecho Salgueiro-Trindade, deverão ser iniciadas até o final de junho e os demais trechos deverão começar até o fim do ano. A ferrovia terá 1.860 quilômetros, indo da cidade de Eliseu Martins, no Piauí, até os portos de Pecém (no Ceará) e de Suape. O custo total é de R$ 4,5 bilhões.
Na reunião, Steinbruch pediu ao governo a liberação de R$ 100 milhões para serem empregados nas obras. “A ministra informou que está disposta a liberar os recursos, desde que Benjamin contrate as obras do trecho Salgueiro-Trindade”, afirmou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, que participou da reunião. Também ficou definido que o trecho da ferrovia que está em construção (Salgueiro-Missão Velha) deverá ser concluído até o final deste ano.
Já o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) deverá publicar, até a próxima sexta-feira, uma portaria para acelerar as desapropriações que devem ser feitas nos trechos que serão cortados pela ferrovia.
O projeto da Transnordestina também terá que ser revalidado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que vai liberar mais de R$ 3 bilhões para as obras. “Depois que a Sudene revalidar o projeto, a Secretaria do Tesouro Nacional dará um prazo de 15 dias para liberar os recursos”, explicou Fernando Bezerra Coelho. A ministra Dilma Rousseff ameaçou, no ano passado, cassar a concessão da CFN (para explorar o serviço ferroviário no Nordeste), caso as obras da Transnordestina não avançassem.
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