O empresário Mário Lanznaster, que também é presidente da Coopercentral Aurora, em Santa Catarina, criticou os gargalos logísticos que emperram a vida dos produtores locais, em especial quando o assunto é a importação de milho.
Segundo ele, as deficiências logísticas e a escassez do produto são dois graves problemas para o desenvolvimento de Santa Catarina. A necessidade de levar quase dois milhões de toneladas de milho de outras regiões para consumo animal para o território catarinense e o custo dessa operação podem inviabilizar a agroindústria local.
“Produzimos 4 milhões de toneladas por ano, em uma média de produtividade de 50 sacos por hectare, sendo que em algumas regiões temos 150 sacas por hectare. Atingimos o limite e, nos anos de produção normal, Santa Catarina importa até 2 milhões de toneladas para abastecer o sistema agroindustrial”.
O problema é que se faz isso sem incentivo ao transporte ferroviário e atrair tamanha quantidade de milho a Santa Catarina via caminhões se transforma em um grande prejuízo. Para transferir 2 milhões de toneladas de milho, por exemplo, são necessárias 66 mil carretas de 30 toneladas cada.
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Cada saca de milho transportada de Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul até Santa Catarina representa de R$ 7,00 a R$ 12,00 a mais no frete. “O transporte de 1,8 milhão de toneladas custa cerca de R$ 300 milhões, custo absorvido pela indústria catarinense da carne que, por isso mesmo, perde competitividade. Com esse valor dá para construir uma indústria nova por ano. Sem ferrovia não haverá futuro”.
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